Acaia
(Em
tupi significa ventre)
Capitulo 1
Retorno.
Manhã cinzenta, visão geral, entulhos e pessoas desoladas.
O retrato que se vê é de um povo oprimido por ser pacifico e
não saber se defender, muitas perdas e um rastro de uma tropa de prevalecidos.
Uma moça apavorada tenta entre os destroços, encontrar vida. Com a pouca força
que tem consegue levantar o suficiente para ver o inevitável sua mãe e irmão
estáticos e entrelaçados. Um grito surdo percorreu seu corpo e se transforma em
lagrimas. Sem se dar conta instintivamente procura por pertences valiosos que
pudessem lhe manter, pois o que carregava pede necessidade. E percebeu que seu
pai não estava por ali. Revirou na volta e nada achou e finalmente frente aos
dois cadáveres fez uma pequena busca e num bolso grande de sua mãe havia um diário
e uma carta, ela rapidamente botou em sua pequena bolsa e antes de partir viu
que seu irmão estava de olhos abertos e num gesto solene os fechou.
Saiu do lugar, pois não havia mais o que fazer até então se
sentia sozinha, pelo menos de amparo, em passos fortes ficou o mais distante
possível do local. E quando parou de novo viu que estava num cenário maior de
destruição e que havia pessoas que sobreviveram, mas em baixo de uma arvore de
maçã sentou-se e perto de uma das raízes deixou sua bolsa e ao fita-la lembrou
de sua mãe que a cosera, e lembrou logo em seguida da carta. Correu para bolsa
e viu a carta e o diário e lembrou que sua mãe escrevia muito nele e deixava
todos da casa com muita curiosidade e mesmo assim achou que seria melhor olhar
primeiro a carta, pois via que nela estava seu nome “Beatriz Berlioz”.
Dizia:
Mon Cher, Bia.
Fiquei muito triste da briga que vocês tiveram você e seu
pai. Acho que fez muito errado em fugir, seu pai ficou preocupado. Todos nós
ficamos, sabemos da sua condição e apesar de suas atitudes tenham te levado a
conseqüências desastrosas, mesmo assim, somos sua família e por mais revolta
que possamos ter principalmente seu pai, não a desampararia é estranho, mas
sinto que as coisas podem mudar, vejo uma mudança, porém seja meio atribulada. Minha
filha está me sentindo muito mal com tudo isso, por isso resolvi escrever esta
carta, amanhã mesmo mandarei a você. Sei
que esta perto do porto. Hoje seu pai foi sua procura. Espero que a encontre. Minha
filha na carta vai uma quantia (umas economias que vinha guardando) em dinheiro
para você ficar um tempo fora e cuidar da sua vida e da que vem e que sei que
será mais uma forte mulher.
PS: Seu irmão lhe manda um beijo. Sabe o quanto te ama.
Se cuide, menina BE. BE. Espero que tenha te criado para a
vida.
Por instantes um seco e racional pensamento passou pela
cabeça de Bia, sim, pensa, seu pai podia estar vivo, agora podia ir a seu
encontro, e o dinheiro seria muito útil, mas numa segunda olhada sobre a carta
onde falava do irmão, lhe vem em suas lembranças, dele que penteava seus
cabelos e dizia o quanto ela era linda. Uma crise de choro compulsiva de regurgitar
toda a tristeza.
Logo a alguns passos duas crianças brincavam entre os
destroços com vassouras como cavalos, e Beatriz percebem e chamam sua atenção,
lembra do irmão e põe a sua mão em seu ventre que começa a se formar um ser. Os
dois meninos ouvem uma voz feminina ao longe e saem troteando com suas vassouras,
a moça o segue com os olhos e vê quando chegam perto da mulher e logo
identifica é Catarine a ex-dona de bordel. Nunca tinha a conhecido
pessoalmente, mas sabia muito a seu respeito à vizinhança tinha uma língua
afiada e Bia era uma grande ouvinte. Agora estava a fitar aquela família falada
por todos, mas que se via ali como qualquer outra, simples e acolhedora. Ela
notou que o marido da mulher não estava por perto sua casa foi uma das que
ficaram mais em pé, porém via que eles estavam arrumando malas e de mudança,
pensou ela que talvez ele estivesse trazendo o carro.
Capitulo 2
Madalena.
Bia tinha passado a noite em claro e agora embaixo da
macieira sente uma vontade de dormir e tira um bom cochilo e acordada pela
Catarine que a pergunta se esta bem, assustada a garota a repele e pensando
melhor põem e m pratica toda educação que sua família havia lhe dado. Diz
suavemente que apenas descansava e que logo sairia dali, mas a mulher de forma amável
pergunta se ela não quer alguma coisa se não precisa de ajuda. Bia pensa por
alguns segundos e diz que esta tudo bem, levanta-se, e vai à direção do povo a
procura de seu pai sem antes agradecer e dar adeus. Enquanto anda vai lembrando-se
das historia daquela mulher e como era diferente das mesmas. Lembrava de um dia
no salão de beleza onde contavam seu nome de guerra como a rainha das
meretrizes e assim diziam, com alcunha de Madalena, a mulher da bíblia perdoada
por Jesus.
Mas o que importava para Beatriz agora era achar seu pai,
via que tinha um grupo grande de conhecidos, e logo adiante avistou Gilbert,
mas preferia procurar outras pessoas antes de chegar nele.
A cada um que perguntava a resposta eram sempre a mesma vaga
e imprecisa de quem não tinha menores idéias do paradeiro de seu pai. Então foi
ao velho que era afetado pela caduquice, Gilbert Solé, homem que na juventude tinha
um respeito de toda sociedade, visto que, além de rico tinha total influência
sobre a prefeita da cidade pelo fato dela ser sua mulher, o poder que ele possuía
foi o que o arruinou, primeiro por que lhe subiu a cabeça e segundo por causar
nas pessoas o sentimento mais vil de toda a inveja. Simplificando a história,
como ele tratava muito mal a prefeita, dona Justine (uma mulher caridosa e
humilde por ser de origem pobre e assim muito popular) algumas mentes mais
ardilosas viram ali uma maneira de derrubá-lo. Justine só estava no poder por
que tinha carisma e, portanto era apenas marionete manipulada por seu marido o
que “as mente sagazes” tinha que fazer era a criatura se revoltar com seu
criador e depois dar uma nova trajetória ao boneco. Final da história arranjou
até um amante para D. Justine que se separou do senhor Gilbert e levou metade
da fortuna. Depois disso o agora velho nunca mais quis saber de poder e
ostentação, pelo contrário tornou-se tão humilde que chegava a ser ingênuo.
Agora lá estava ele meio taciturno, olhando para sua pequena horta que estava
meio prejudicada pela destruição com poucos entulhos e que parecia um amontoado
de terras e folhas. A moça decide interpelá-lo
e ele foi até então o único que deu a informação mais correta. Disse que
o viu saindo numa noite de tempestade, e quando lhe perguntou aonde ia num
grito respondeu que havia de buscar sua filha. Depois disso começou a falar
coisas desconexas que a moça não deu importância, seguindo então em busca de
mais informações, pois era muito vago que o velho dizia, deveria saber para que
lado for.
Andando sem rumo percebe novamente Catarine agora com malas
juntamente com seus filhos indo para um caminho que outras pessoas também seguiam
ao ver novamente a menina bia A 3senhora Cartier (sobrenome do marido) questionou
o que ela procurava, e dizia que não era seguro aquele lugar, então a moça
respondeu pelo pai, Pierre Berlioz. Catarine pensou um pouco e não titubeou em
responder conheço e sei onde está venha conosco que lhe mostrarei onde ele se
encontra. A moça no primeiro momento sentiu um alivio, mas pensou logo em
seguida se era verossímil o que a mulher dizia, a mulher atrasada diz de uma
vez com intuito de levar Bia com ela, que estava indo para o trem se quisesse
teria que vir logo, pois demorará dias para vir o outro terem e ser ruim para
ambas. Sem titubear e pensando que realmente não era mais seguro seu pequeno
vilarejo, aceita as condições de aquela que um dia se chamou Madalena.
Capitulo 3
O trem.
O trem só não esta lotado, pois muitos faleceram e outros
decidiram ficar.
As duas e as crianças se acomodaram em uma das cabines,
daquelas de dois lados e ficaram uma de frente para outra, Catarine com as duas
crianças uma de cada lado e Beatriz no outro lado sozinho e me termos. A
senhora Cartier estava exausta e seus filho também e logo dormiram. Bia ficou a
fita-los louca para saber de seu pai, mas com olhar doce imagina como seria seu
filho (a) com essa idade. Olha para bolsa com se olhasse para o nada e num
estalo vem a vontade de ler o diário de sua mãe, mas o barulho compassado do
trem a deixa em transe e logo é tomada e inundada pelo sono.
Chega à noite e o trem continuou seu caminho, Com barulho do
bilheteiro, acorda todos e diz com intuito de saber para onde vão e
observando os bilhetes, Catarine fala por todos dizendo que estão indo para
cidade mais próxima da suíça, o bilheteiro entende e com olhar de desdenha sai
da cabine e novamente faz a mesma batida no vagão ao lado agora mais distante.
Todos se olham.
Beatriz logo que vê brecha pergunta de Pierre Berlioz, A
senhora pede para que os filhos vão dar uma volta no trem, mas que tomassem
cuidado. Logo que sai ela olha para a menina tentando decifrá-la, Bia diz
conte-me. Cartie disse calma e sem pudor
que sabia que Beatriz tinha uma idéia muito errada dela e queria contar sua
história. E começou dizendo, sim fui dona de um bordel, mas lá nunca me dei ao
desfrute, apenas cuidava das meninas que angariava, em cantos obscuros de
cidades que passava porem confesso que comecei assim. Minha história começa em
uma escola de freiras, para crianças órfãs. Eu sempre fui angelical, com meus
olhos azuis turquesa e meus cachos loiros, mas era um engano, pois era uma
peste tinha fogo, onde moravam tinham meninos e meninas separados, com 15 tiveram
minha primeira vez pulando um muro, depois foi um pólo para o pecado,
desvirtuei com 16 e meio desvirtuei um padre e conheci meninas, mas isso é
outra prosa. Em miúdos fui expulsa antes de terminar o colégio, mas tinha muito
estudo. Nas ruas do arredor conheci a fome, o medo e o desprezo de forma
intensa, foi quando vi uma moça de vestes vulgar entrando numa casa. Logo quis
saber o que era, e lá conheci a função mais antiga da humanidade. E como tinha
meus predicados fui muito requisitada e invejada E ali ganhei o apelido, nome
de guerra de Madalena, pelas colegas. A
dona do lugar ganhou muito comigo e foi então que percebi que assim podia fazer
minha vida. Tinha que embora dali e foi ai que conheci nossa cidade e la finquei
minha bandeira e no caminho recrutei minhas soldadas. A partir de então nunca
mais fui prostituta. Bia achava tudo aquilo muito impressionante e tinha muitas
duvidas e agora tinha ela sua frente para interpelar, e fez a primeira de
muitas, Catarina vendo que conseguirá enrolar e adiar que falasse do pai da menina,
responde a pergunta de como conheceu seu marido e por que ele não veio junto.
Calmamente ela responde,
Mas por dentro chora como se tivesse que fingir gozo ao um
estranho que tivesse asco. Jordan era um grande pintor, Jordan Cartie, ele
passava o dia pintando e a noite para desopilar vinha ao bordel, tinha
conhecido todas as meninas, e estava perdendo o interesse de ir para ver mulheres,
apenas ia para beber ver o cancã das moças. Nunca estava por perto, naquela
época resolvi pintar meu cabelo de preto, e me vestia bem, e um dia fui ao bar
falar com bar Man e o fitei ao ver o show, mas me preocupei com o negocio, o
bar Man deixa cair um copo que quebrasse em pedaços e faz um grande barulho que
interrompe as meninas do show. Ele se vira e nos olhamos, pareciam horas, que
acabaram quando ele se aproximou perguntando se eu era nova moça da casa,
aquilo me deixaria incomodada, porem pareceu um elogio, Todos os dias ele vinha
me ver e me cortejar, tinha medo que ele me tomasse e perdesse o interesse, mas
me entreguei e nosso amor foi mais forte
e durou, pela sociedade, família só não pela morte. E dizendo isso disse que
iria ver onde andava seus filhos.
Capitulo 4
Intervenção.
Está sozinha agora Bia e percebe um bom momento para ler o diário
e vasculhar sua bolsa e acha, a capa é familiar, tinha o titulo de um nome que
ela não sabia o que era “ACAIA”, passou a mão e no relevo da capa do antigo
livro sentia as asperezas e o abriu, tinha nome de mulheres. Que pareciam ser
suas antepassadas, pelo pouco que sabia das ultimas e uma delas era sua mãe e
tinha varias páginas em branco para se colocar nomes o “diário” até então como
se chamava era grande e grosso. Na próxima página que ela passa na tentativa de
desvendar a curiosidade que tem sobre sua mãe, é chamada bruscamente a atenção.
Um barulho diferente no trem, barulho que ele deveria fazer bem mais a frente,
sim ele estava parando no meio do caminho, havia soldados nos trilhos e a
locomotivas estava freando logo que parou Catarine entra aflita na cabine com
os dois meninos em baixo dos braços. Os dois do mesmo tamanho com roupas
bonitas para época e olhar angelical e olhos azuis e loiros. Na visão de Bia
uns anjinhos, e constatação de que também peraltas.
Beatriz estava calma, no entanto a S. Cartier podia se ouvir
seu coração a léguas, e isso se torna claro para a menina Bia, será que ela prevê
algo de errado, o que tinha a esconder, Beatriz sabia de quem estavam atrás e
por isso não tinha o que temer.
Bem ao fundo do trem pessoas gritam, e o barulho de quem
abre esta mais perto, Catier esta quase translúcida. E tenta se acalmar,
Beatriz vai até ela e oferece água a moça bebe e voltas às cores. Não dá três
tempos e num susto a cabine se abre, e um soldado imponente cheio de medalhas
nas roupas, alto loiro de olhos negros de forma estúpida diz passaportes na língua
nativa das duas, e avisa o outro case igual em alemão que vá logo às outras que
faltam, com a pressa do que se tinha fazer. As duas atônitas com sua imponente e ameaçadora
presença titubearam em dar os documentos, e num grito enfático, quase que um
susto as duas já os tinha na mão. Ele as observou com olhar de desdenha, viu
Beatriz num foco, e logo em seguida Catarine, ela estava com uma Correntina e
um crucifixo e viu no quanto da testa cair uma gota de suor naquele dia frio,
fitou por cima as duas crianças e saiu e a porta se fechou. O outro rapaz tinha
terminado e vim com um homem gritando, que era um engano que os deixassem, o
grito ficou mais forte perto das duas e depois foi se dissipando. As duas com
quem sente um aliviam se entre olharam, e quando a menina Bia iria lhe
perguntar o porquê de sua atitude, ouvem-se tiros e isso a cala. Os homens
mandam o trem partir ele dá os primeiro passos em seu trilho e logo Catarine
avista os homens e se vira com repulsa, o homem que interpelou corre e a segue
com o olhar ela se vira e o vê e mais assustada, com o terror em seu corpo o vê
parar e o trem ganha mais força e parte.
Capitulo 5
Declaração.
O trem estava próximo, faltava pouco para chegar ao destino
das duas mulheres. Beatriz passou por horas em silêncio não por que não tinha o
que falar, mas sim, pois estava medindo suas palavras pensando como perguntaria
a Catarine sobre sua reação. E em seus pensamentos veio o paradeiro de seu pai
com toda aquela bagunça ficou no ar o que de fato ela sabia. Resolveu então começar
perguntando de seu pai e indagou o que a senhora Cartier sabia sobre Pierre Berlioz,
seu pai. Catarine meio desconsertada volta-se para o foco da menina e pede
novamente para os meninos darem uma volta, e antes que ela fale a moça pergunta
por que estava tão nervosa Cartier não tinha como embromar a menina tinha duas
perguntas fortes e pouco tempo para pensar, resolveu falar sobre que era de sua
vida. Dizia:
_ Poucos sabem do que vou dizer, e que nesse tempo que
estamos que guarde com você o que digo, falei que conheci meu marido que nos
casamos e que formamos uma família, só que alem da família dele não querer ele
me confidenciou que sua família era judia, e isso nosso vilarejo não sabia, não
teria problemas para nós, mas eles pressentiam que seriam alvos e para não se incomodarem
ficaram reservados, tinham muitas posses e ninguém por incrível que parece se
preocupava.
Beatriz ficou chocada e perguntou se não era perigoso
de mais que as crianças viajassem. Disse
Catarina:
_ Sim, ainda mais por que eles têm o nome do meu finado
marido. Está nos documentos.
Dizia Bia:
_Agora entendo todo seu pavor. Com um olhar doce.
Catarine com o semblante ainda assustado dizia:
_Não lhe contei como meu marido morreu?
Disse bia:
_Como?
Catarina deixando cair do rosto ao longo lagrima e com a foz
embargada, disse:
Enquanto nossa cidade era destruída meu marido foi para rua,
não para fugir, ou se esconder, ele foi para lutar e defender, sua família. E
foi brutalmente aniquilado. E desta forma desviou atenção da nossa presença.
Catarine convença que tem duvidas se não era melhor estar entre os destroços,
pois sabia o quanto a vida era difícil e estava muito cansada.
Bia ficou atônita com tais revelações, sabia de muita coisa
nessa vida, mas nada seria suficiente para consolar aquela mulher.
Em seguida depois de
minutos de silêncio entrou os meninos dizendo:
_ mamãe estou cansado não tem nada para fazer, abrindo a
porta da cabine. Catarine enxugou rapidamente os olhos e logo em depois Beatriz
se levantou na frente da mulher como que a protegendo e aos meninos ao mesmo
tempo de uma pergunta perigosa. E os convidou para tomar um sorvete. Eles
adoraram a idéia e esqueceram-se da mãe. Antes de fechar a porta ela piscou
para Catarine que sorriu e Bia logo fechou a porta.
Capitulo 6
A chegada.
O s dois meninos com seus sorvetes, o loiro de olhos azuis e
maior Zinho chamava-se Eduard e o um pouquinho menor de cabelo castanho e olhos
castanhos chamava-se Jaques ambos tomando sorvetes nessa ordem, morango e
chocolate e Bia um de creme. Os três conversam a um pouco e em dado momento o
mais novo perguntou pelo pai Beatriz a garota ficou sem ter o que dizer e logo
em seguida o trem diminuía novamente e ela via que logo pediu aos meninos que
fossem ao banheiro se limpar e ela foi até a cabine. Catarine estava se
arrumando para sair e bia foi arrumar suas coisas e Catarine disse:
_onde estão os meninos? De maneira cordial.
Bia diz que já estão vindos apenas lavando o rosto.
O trem para e todos saem, elas e as crianças por ultimo.
Catarine e seus filhos. A estação é bem acolhedora e moderna
para época, ao chegar no meio do lugar Catarine parou e olhou para tudo sua
volta certificando –se de que não havia mais ninguém e resolveu contar a
verdadeira história a Beatriz.
Com olhar doce, e que lhe era fácil de exprimir a Senhora
Cartier começou a falar.
Tenho que lhe contar uma coisa e vejo que esse é o momento,
eu meus filhos pretendemos ficar por aqui até acabar esse caos e eu a trouxe
junto, pois era desejo de seu pai. Neste
momento Beatriz voltou sua atenção mirando em todos os traços da mulher que
falava.
Continuou Cartier:
Sim na noite que você saiu sem paradeiro seu pai saiu atrás,
tinha começado a chover e ele estava transtornado, eu com uma sombrinha pássaro
na volta, ele me perguntou dando sua descrição se tinha o visto, respondi que
não, seu pai Pierre Berlioz. Tinha visto poucas vezes e mesmo assim aquela
noite ele me pediu que se a visse que de uma
forma a acolhesse e protegesse e que o contasse. Foi o que fiz estava sã
e salva até um lugar protegido.
Beatriz quis saber para onde tinha ido seu pai, Cartier não
soube responder.
Agora a menina Bia estava sem chão, sua frustração tomava
forma e estavam sozinha, seus pensamentos estavam confusos e o que poderia
fazer vendo a menina desnorteada Catarine a convida para que a acompanhe. Em
sua cabeça vem o pedido do pai, ficaria por ali e mais tarde iria a sua busca.
As duas então seguem junto dos dois meninos, Cartier sabia
que estava fazendo logo perto do centro tinha alguém a lhes esperarem.
Capitulo 7
Alícia
Mulher
de poucas palavras, uma grande amiga de Catarine, com seus 30 anos feitos a
pouco é uma legitima balzaquiana tem olhos amendoados o cabelo channel negro e
viçoso, uma mulher mingnom com seus 1 m e 68 cm. Estava a varrer a fachada de
sua confeitaria. E sem perceber da cara com duas mulheres e as crianças. No
primeiro momento não identifica direto, mas com os óculos nos olhos percebe a
grande amiga.
Afetuosamente
se abraçam num tempo que só é medido pelo apreço das duas. Beatriz e os meninos
ficam esperando serem anunciados. Mas para a moça Alícia não há tempo e manda
que todos entrem. Logo oferece um doce a cada um, doce lindo e com jeito de
serem apetitosos. As crianças com chocolates e bia um bem casado. Já a Catarine
o que ela mais gostava era torta de morango com nata, então Alícia pergunta são
todos seus filhos Bia envergonhada olha, Catarine diz:
Os
dois pequenos são meus, mas você em Lili acha que to tão velha assim para ter
essa moça feita tem quase sua idade, e riu solto. E as duas riram juntas e os
meninos que não entenderam riam também.Já Bia ria meio de canto dos lábios, de
maneira sem vontade.
A
S. Cartier explicava a história de Catarine e a confeiteira a fitava e só o que
Catarine não sabia era da condição de Beatriz e Alícia logo indagou somente
pela história que escutava e disse a confeiteira:
_
Menina você está grávida? Com olhar meio que enxerga mais que o corpo sua alma.
Com
a cara pálida sem as cores que lhe eram familiares diz com a fraqueza da voz
que sim.
Catarine
que estava a olhar seus filhos pelas peraltices tem um súbito frio e paralisa e
log vira na posição da moça. Fuzilando ela com os olhos Beatriz desata a chorar
e se desarma de todos nós. E ainda desmaia.
As
duas vendo aquela cena logo as seguram e
levam para o quarto no anda de baixo, deitada ainda imóvel Beatiz recupera a
cor e aos poucos volta. Enquanto isso na cozinha as duas conversam e as
crianças com outros doces em mãos vão a rua e já encontram outros moleques e
fazem amizades, enquanto que na conversa Alícia questiona:
_Como
andaste tanto e não percebeu a condição da moça?
Catarine
responde de maneira óbvia contando o que se passava e sabia que Alícia sabia de
muito através das cartas. E diz:
Não
pude dar a atenção devida á moça, pois estamos fugindo do caos da nossa cidade,
o pai dela havia me pedido que cuidasse dela e tinha que guardar segredo o
quanto pudesse e no meio do caminho um grupo de alemães tomou o trem fiquei
muito aflita, mas deu tudo certo e agora estou aqui com voe.
A
confeiteira entendeu, mas tinha receio da presença da moça grávida. Tinha um
coração forte e caridoso e não deixaria com toda cautela que ninguém passasse
necessidade.
Neste
momento Beatriz estava na cozinha e dizia
que iria embora se fosse o caso não queria dar trabalho. As duas disseram para ela não se
preocupar que tudo estava resolvido.
E para
que ninguém ficasse achando que estavam de favores elas ajudariam nos doces,
Beatriz sempre foi boa na cozinha sua mãe lhe ensinará bem. Catarine estava sem
pratica por ter muitos que faziam Poe ela, mas aos poucos iria lembrando-se da
época que as duas tinham uma sociedade. Nos primeiros meses venderam muito as
três logo depois Bia teria que ficar
escondida na cozinha. As coisas que compravam eram Alícia e os garotos quando
tinha que ir à venda. Meses foram passando e Beatriz Já estava de 90 dias de
gestação.
Capitulo 8
Diário
Como Bia teve que se esconder, a barriga começava
chamar atenção, sentiu que era hora de começar a ler o diário.
Sentirá que teria muita vontade de lê-lo e que seria tão
rápido que decidiu ir com calma para não perder nada.
Primeira pagina já tinha visto, e a segunda também, partira
para terceira, era datada de 1558.
Trazia o nome “Maiara Tupinambás”.
Dizia:
Estou agora familiarizado com essa língua e pronta, graças a
meu galego, pronta para deixar minhas gerações sabendo de minha vida e de meus
feitos. Venho de uma guerra de galegos de tribos diferentes, portugueses e
franceses que é o como meu amor diz sua nação. Meu povo resolveu ajudá-lo por
promessas e por que no outros lados o galego tinha ao seu lado nossos inimigos
mortais os tupiniquins. Eles eram Pyatã, muito fortes e como guerra ninguém
ganha. Apaixonei-me por meu homem e Rudá estava o nosso favor. Ele me trouxe
para esse lugar que chamam de “França”, aqui tem um rei, um cacique dessa
enorme tribo, enquanto escrevo meu marido ri, acho bonito. Temos pouco tempo juntos,
mas nossa união já esta feita trago no ventre uma criança. Tento escrever certo
e há vários dias e lua faz isso. Minha criança cresce espero que ela tenha os
olhos do pai lindos e azuis como céu que vejo todos os dias. Meu homem me levou
a vários lugares bonitos, mas gosto mesmo é de ficar em casa e cuidar de nossas
coisas e agora minha barriga esta grande e tenho que botar muitos panos e que
me prendem, mas quando estou aqui uso pouco ele adora e ri e eu também, sempre
achei que seria difícil em minha aldeia ter um homem só para mim, e me sinto feliz,
mas digo que vi certa vez ele a se enroscar com uma mulher viçosa de cabelos
cor de pau Brasil, achei tão linda que logo o entendi e depois ele voltou para
mim não pode ser tão ruim assim.
Estou com minha filha finalmente no colo veio de uma vez só
minha mãe teria orgulho saiu de mim e tem os olhos dele para minha felicidade. Acaia...
Queria lhe dar um nome indígena, mas o homem que escreve não
gostou nem meu marido, então alguém disse um nome e gostei. Beatriz.
Neste momento a moça tem uma euforia e uma curiosidade, como
minha primeira antepassada teria meu nome fruto de duas nações onde seria esse
lugar.
Voltou-se ao que lia e percebeu que a vida da indígena iria
se fundindo a de sua família que relatava vários acontecimentos, católicos como
batismo o casamento e ela tiveram somente Sua chara Beatriz. E teve também
funerais primeiro de seu marido e antes
Que a morte desponta-se a sua volta contou toda a história à
filha e lhe pediu para que continuasse sempre um mês depois a iniciadora veio a
falecer.
Bia, sentiu a mesma tristeza de quem já a conhecia a séculos
e perdia em intimidades, Agora na história está a que talvez seja o motivo de
seu nome e tinha muito que ler, quantas vidas teria ali, ela folhou tentando
achar o final e viu muitas páginas e percebeu que entre elas estava o nome logo
no final, Brígida Berlioz, o nome de sua mãe. Teve vontade de ler, marcou onde
havia parado e quando teria sua curiosidade saciada a porta se abre e aparecem
Alícia e Catarina dizendo precisar de sua ajuda. Ela calmamente fecha o livro
com a marcação e vai ajudá-las.
Capitulo 9
Leitura.
Todas as noites antes de dormir eram religiosas a oração de
quem é bem fervorosa, Alícia pede serenidade e bons clientes para ver sua nova
família bem. Enquanto isso em seu ritual na sala em um colchão de casal
Catarine beija seus filhos para que tenha bons sonhos. Já Bia lia. Com muita voracidade percorria toda a
vida de cada uma de suas familiares.
Beatriz sua antepassada estava em uma época de
reorganização, sim seu país virava agora uma nação que se consolida. Ao ver-se
sozinha com seus criados e poucos parentes que foram o motivo pelo qual seu pai
viveu plenamente com sua mãe uma estrangeira e indígena. Precisava de um marido
e não havia ninguém que a chama-se a atenção. Quase sentindo a solidão tomar
conta eis que surgi um estrangeiro, um gesticulante e caloroso italiano. Que
passava pelo lugar, ela numa certeza de que seria ele o homem de sua vida lhe
faz a corte. Mas o italiano antes de se apaixonar pensou bem, pois teria que
largar sua vida de porto em porto provando de amores, mas essa Beatriz era hábil
e cheia de encantos e como um polvo foi se prendendo a seu amado que com tempo a queria mais e
mais. Teve dois filhos Uma menina que ela cuidava como um bibelô e um rapazinho
forte e valente muito parecido com o italiano. As crianças foram crescendo,
eles envelhecendo a menina Brigite estava por completar quinze anos e a antiga
Beatriz sentia que era hora de ela receber o ater fato de comunicação de sua
vó, foi muito bonita e emocionante ela que nunca tinha tido uma lembrança de
sua vó se contar o quadro lindo que ficava embaixo da lareira. No passar dos
dias a menina Brigite passou a escrever já que lerá muito rápido de sua mãe e
sua vó. Quando completou quinze anos dois dias depois passou a se sentir mal e
a convalescer e a ficar de cama. Os médicos de lá eram bons, porém seu caso era
um mistério e em dez dias a menina faleceu antes de deixou um poema no “diário”
que dizia:
“Sem ser menina me torno moça e mulher”. Brigite Berlioz
Beatriz da época
quase enlouquece, mas marido lhe faz voltar a si, ela volta a escrever
no livro e pensa em ter mais uma menina ,no entanto a idade não deixa , se
sente tão impotente e seu filho Otávio cresce a sua volta e ela não tem
interesse e ele é amado por seu pai, porém sente falta do amor materno, e vê
uma saída para o problema de sua mãe ele teria uma filha. E com uma das muitas
meninas com pouca idade casou, sentia que sua mãe passava ter mais vivacidade
por sentir uma chance de cumprir o que prometeu a sua mãe e avó do menino. A
primeira criança do casal foi um menino para desespero de todos, mulher de
Otávio foi hostilizada por mãe e filho como se fosse à culpada, o netinho da
Velha beatriz crescia e a moça estava novamente grávida agora da próxima mulher
de suas antepassadas. Para alegria de Beatriz e de sua chara que agora se
entusiasmava. Havia prometido à primeira Berlioz que nunca passaria a um homem,
então antes de sucumbir com a idade que tinha e doenças, ela deixa dito a sua
nora que na idade certa entregue a menina. Sylvie Berlioz.
Seria o novo capitulo, o sono tomava conta da menina Bia,
colocou o marcador e adormeceu.
Capitulo10
Terror noturno.
Um belo galo de crista diferenciada no outro lado da rua
sobe em cima do muro e canta com vigor, e todos começam a despertar na pequena
confeitaria e lar de Alícia. Beatriz revira-se por mais um tempo, mas não
resiste e levanta abre as venezianas de seu pequeno quarto e vê o sol riscar a
terra com seus raios em meio a nuvens cinza, Para sorte de todos faltava muito
para o inverno. Mais alguns minutos o lugar ganhava vida, os meninos correndo e
Catarina mandando-os para rua, Alícia e os clientes e Bia na cozinha a cozinhar
maravilhosos doces, até mesmo a doceira via que tinha achado uma mina de
doçura. O boca em boca costumeiro da região movimentou o pequeno
estabelecimento. Diziam que estava mais movimentado que os próprios chocolates
da suíça. Viam muitos estrangeiros curiosos pelo que os guias comentavam e não
era em vão compravam e voltavam. Mas atenção estava deixando a menina Bia muito
exposta já não conseguia sair mais de casa sua barriga era bem visível.
Passava a noite e mais uma vez as mulheres e os dois meninos
partiam para o sono, e Beatriz agora estava deitada e ao seu lado uma lamparina
e o livro na cabeceira, ela o olha esta cansada, exausta e cochila. No meio da
noite tem um sonho com seu pai e é muito angustiante como se ele não a ouvisse e
não a visse. Em gritos sufocados ela acorda, suada e com coração acelerado.
Mais calma levanta-se e vai até a cozinha e abre a geladeira e pega um pouco de
água e vê um dos docinhos e decide comer só um, pois sabe o quanto engordará se
não fizer exercícios e volta para o quarto e percebe que o sono não vem olha
para o lado e vê o livro, e lembra-se do nome Sylvie Berlioz, e abre e entra na
leitura.
Nas primeiras palavras de Sylvie sua mãe depois de muito ensiná-la
a escrever seu nome pediu que escrevesse em aquele grande livro com queria sua
sogra, mas era tarde para ver o feito, a menina cresceu assim como seu irmão e
na hora que sua mãe achou pertinente contou a história e deu-lhe o “diário”.
Sylvie estava se casando e esse foi seu presente de casamento, quando soube
teve uma emoção muito grande e as duas frágeis agora senhoras compartilharam o
mesmo sentimento. A moça agora casada escreveu coisas rasas sobre sua vida,
percebi que viva intensamente. O que deixava bem claro era que não espera à
hora de ter seu filho, e não importava se fosse menino ou menina. Sentia na
escrita e na data que fazia muito que não escrevia, e neste relato dizia que
tinha uma coisa errada com ela e que talvez não possa- se ter filhos, mas os médicos
diziam que tudo estava bem com ela e mesmo assim não vinham, alguns
desconfiavam do marido. E depois de tantas tentativas e desconfiadas ela se
deitou nas cocheiras com um estrangeiro que passará em uma taverna. Sentiu uma
sensação que nunca tinha tido com seu marido entrou em êxtase profundo, bom se
fosse ela o problema teria vivido uma bela aventura. O viajante foi embora e ela
há esperar três meses se passou e nada, mas percebeu que sua regra tinha vindo
estranha. Furiosa no primeiro momento que teve com marido o agrediu, e
desmaiou. Ao recobrar a consciência
pensou em estar doente, logo chamaram o medico da família e logo se muito
rodeio disse ao marido que ela estava grávida, os dois riram de alegria e ele
gritou a todos os cantos. Meses passaram e feliz com o chegado momento, a parteira
leva a ela uma linda menina que seria ruiva de olhos verdes como pai um caixeiro
viajante. Sua felicidade era estrema e
agora precisava lhe dar um nome. Louise, que se parecia com o marido que também
era ruivo, pois a mulher escolheu a dedo, só não contava com olhos verdes, e
teve ímpeto de ter escapadas documentadas no livro com descrições fogosas que
só sua filha saberia. E a menina crescerá linda de uma perfeição que agradava
homens e mulheres, mas tinha um gênio forte, nenhum o menino podia chegar
perto, e tinha apenas uma amiga que era o contrário muito dado e menos
apreciável que ela, adorava escutar as hitórias da amiga, sentia-se experiente
só de ouvir, muitos lhe fizeram a corte, no entanto nada era do jeito que a
moça queria, sua mãe que ainda escrevia no livro contava que estava preocupada,
não que a moça não tivesse a filha para continuar a história das antepassadas,
mas sim que estivesse infeliz, porém o medo durou pouco logo Louise encontrou
um rapaz que também tinha o encanto da beleza e que a esnobava, foi paixão a
primeira vista quis por em pratica toda sua didática sem mesmo ele ter feito a
corte ele seria seu primeiro homem, ele percebendo a menina se jogar a teve em
seus braços e a usufruiu, sentiu Loise um intenso amor, todavia o rapaz pensava
apenas em mais uma trepada. E a deixou, a garota sentia sua falta queria mais,
seu pai a perceber a tristeza da moça indagou o porquê e logo ela perceberá
como o teria de vez, sim lhe contou que foi desfrutado, o pai conservador ,
mais do que a época logo disse aos quatro cantos que o rapaz iria de casar ou
ele mesmo com suas mãos o aniquilaria-o , em dois tempos acharam o moço,
Wallace o garoto até gostou, com seu sorriso irônico beijou a garota que sentiu
seu coração batendo mais forte. E com o casamento sua mãe diz a Louise toda
tradição.
Já raiava o dia e Beatriz tinha lido muito pensou em deitar
por uns instantes, porém logo o Galo gritava e a casa estava inundada de vida.
Fechou o livro, botou na cabeceira. E foi começar seu dia.
Capitulo 11
Luxurias.
O dia de Beatriz foi monótono, no entanto sabia que a
leitura seria muito agradável e logo foi a geladeira pegou um numero de doces e foi para seu
quarto e a porta fechou.
Já casada Louise tem suas núpcias e logo no dia o marido
sai, brava e pronta para descobrir onde estava e com que puta se deitava foi atrás
e já em seus relatos diz que o encontrará em baixo de três homens robustos e nus,
ele era um pederasta e se refestelava desde a infância conto-lhe depois que o
viu e se desvencilhou de seus amantes teria agora em sua mulher sua cúmplice
ela ainda enraivecida dizia que diria seu pai e mataria ele jurou amor, ela
teve ímpeto de se virar e sair e desfaleceu, estava grávida e sua novidade
abafa por um tempo todo aquele fato.
Dizia Louise que todo a cumprimentavam e ela o fuzilava que
ria com aquele olhar irônico, Passou o dia e estavam os dois na casa dada pelo
sogro da moça de presente de casamento, eles sentada num canto ele no outro,
uma tensão quebrada pela raiva da mulher de Wallace que agora gritava aos
quatro cantos, como podia... E ele disse apenas necessidade. Ela o fitou e num
pensamento fugaz disse que no próximo rompante pederasta quer estar junto, ele
mostrando preocupação disse que ela estava grávida tinha cuidados. Disse apenas
não quero saber, e se foi para seu quarto luxuoso, e o esperou. Wallace se
segurou a gestação inteira sabia que sua mulher não mentia quando tinha uma
coisa em mente. Nasce o lindo rebento, é um menino os dois fica muito feliz
menos avó materna que por conta da tradição fica obsessiva, e quando não estava
em suas puladas de cerca estava a reclamar por sua neta e pedia para ser
providenciado. Louise tinha outras preocupações agora seu marido estava livre
para ter suas escapadas com outros homens, mas para seu espanto ele a
convidou.
Ela não acreditava no que acontecia, mas obstinada seguiu o
marido e em uma casa antiga estavam três rapazes, um recostado na parede com um
dos pés na parede outro em uma mureta sentado e outro de pé e de braços cruzados,
esse a fitar os dois chegando e avisando os outros a verem. Perguntam logo que chegam o que a moça fazia ali, e o Wallace responde
é minha mulher ela quer ver, o mais alto que descruzava os braço diz tem
certeza que será bom para ela? É uma tentativa disse o rapaz Wallace. Eles a
cumprimentaram e numa intimidade aparente foram um a um se conectando, o Wallace
se grudou no mais baixinho, porém mais definido de corpo. Beijaram-se com força
e vigor numa intimidade de muito tempo, a menina Louise ficou desconcertada e
com um estranhismo muito intenso, pensou em sair não podia aguentar seu marido
sentindo que ela não gostará decidi largar o homem e ir até ela e a toma com um
beijo apaixonado que a desarma e logo instintivamente os outros a tocam e a
desejam e numa cena de pura bacanal todos se refestelam juntos e ela prova uma
sensação maravilhosa de desejo. Após esse encontro a moça passa ver com outros
olhos, sentir com mais força e entender o que seu marido experimentava. Claro que
nem sempre ela podia ir, mas já conhecia bem os rapazes e tinha tranqüilo
respeito. Eles os rapazes, gostaram muito e pedia a presença de Louise, o que
dava certa ponta de ciúmes de parte de Wallace.
O que deu a este casal uma intimidade e uma cumplicidade que venceu seus
sentimentos de começo tão esnobes, partiram par um casamento bem consolidado. O
menino cresceu um jovem educado e respeitador
e o filho de Loise tenho o nome do avó paterno Michel, tem sua primeira
namoradinha aos 16 anos em todas a normas de boa conduta, e a corteja até a
idade que pode pedir para casar, e de maneira contrária a sua família se
mostrava casto. E ninguém da família se metia. Após casar de maneira normal
teve sua vida, e feliz formou seu seio familiar e dois anos depois teve seu
primeiro bebê, para o deleite das duas, avó e bisavó, sua mulher deu a luz a
uma menina, Helouise Berlioz.
Sem doces mais ao seu lado noite adentro e ainda consternada
com o que lia Beatriz ainda com um pouco de força de curiosidade decidi de
maneira respeitar seu sono guardar o livro com marcador e repulsar e percebe
que sua barriga cada vez cresce mais, mas ao ver as migalhas sente que está
ficando gorda e lembra quando sua mãe linda e magra teve seu irmão o quanto ela
se exercitava, e sentiu que de algum jeito teria que se mexer, guardou o
pensamento e dormiu com candieiro aberto e com a janela também escancarada,
vinha um vento que brincava com a cortina. Era cedo e Beatriz a cada dia lia
mais rápido, à noite tranquila vela seu sono.
Capitulo 12
Tempo e leitura.
Nos próximos meses Beatriz se encontrava em uma rotina que
lhe agradava na lida dos doces e bolos e as noitinhas apreciam-los enquanto lia
sobre suas antepassadas e imaginava como seria cada uma e como era interessante
aquilo, imaginava todo interesse de sua mãe e que agora fazia sentido, mas
quando acabasse pensava aflita no que escreveria, será que seria tão emocionante
e envolvente, e se a maneira seria a apropriada. Leu enquanto sua barriga
crescia trezentos anos de vida Berlioz, agora já podia recostar seu livro
pesado na barriga e apoiar a leitura passaram-se quatro meses, estava indo para
o oitavo de gestação e estava acabando
sua leitura, Dona Alícia lucrando muito pronta para abrir no centro da cidade uma
loja maior e com quartos para todos, iriam se mudar. Nesta noite Beatriz fez
todo seu ritual como também a casa inteira, após a leitura do que seria ultimo
capitulo onde falava de sua mãe perceberá que ela era muito transparente e não
escondia nada ou talvez não quisesse contar, mas isso a tranquilizou e
novamente adormeceu agora pleno verão com poucas roupas o ar um
tanto quente passava pela janela entre aberta e acortina dançava e chegava
muito perto da lamparina e numa das vezes o fogo da lamparina lambeu a cortina,
e rapidamente foi crescendo a labareda a menina grávida sentiu a noite mais
quente e inquieta tentava dormir, seu quarto estava em chama e na cozinha que dava para o quarto de Bia um
dos garotos pegava água e percebeu de cara que uma fumaça inundava a fresta de
baixo da porta e gritou histericamente com a voz fina que era da sua idade que
mudava, e tentou abrir a porta e sua mão queimou, todos estavam embaixo quando
virou, Alícia com um passo pegou um guardanapo e com a força de uma doceira que
bate seus bolos entrou quarto adentro e puxou Beatriz que estava inconsciente ,
todos saíram da casa menos o menino que sentiu em sua alma o dever de salvar o
livro que Bia tanto gostava. A casa estava em chamas e os bombeiros
rudimentares da época tentavam apena conter o fogo, pois estava tudo em cinzas,
elas viam o segundo andar cair como papel retorcido pelo fogo. O pior estava
por vir perguntavam os vizinhos quem era aquela moça, que estava ali grávida e
escondida. O falatório foi forte, Catarine que sabia que esse dia chegaria
tratou de contar uma história fantasiosa, disse para quem quisessem ouvir que
Beatriz era sua nora e que casará com seu irmão que foi violentamente morto
pela guerra e que agora estava esperar um filho seu sobrinho. Caiu como uma
luva houve quem perguntasse por que se esconder, para não dar todo esse falatório
retrucou Catarine. Resolvido o problema Beatriz estava feliz por ver a rua e se
sentir livre, agora Dona Alícia via hora de todos irem para o centro e ficar na
casa que estava case que pronta precisando de pequenos detalhes, esperta pegou
tudo de valor antes de sair. Pretendia alugar sua casa e fazer uma renda, mas
não havia problema. Beatriz passou Quase que um mês conhecendo a cidade. E
emagreceu e corou-se a face dando um ar de vida. A fama delas teve tal tamanho
que a imprensa fez uma reportagem de capa com a foto das três. E rodou a Europa
e chegou a seu pai que estava trabalhando uma fabrica refazendo sua vida. No
intervalo como de costume ele e outros
colegas descansavam em um horário rígido,
um dos operários lia o tal jornal e estendido quase a frente de pé enquanto
Pierre Berlioz sentado em uma poltrona , saindo de seu transe de frustração
foca no semblante de sua filha. Foi uma linda emoção, gritou e contagiou a
todos e logo sou o fim do descanso, guardou o sentimento e voltou a sua lida e
quando terminasse daria um jeito.
Capitulo 13
A carta.
Em sua pequena quitinete, sediada pela a empresa , eufórico
o pai de Bia escreve uma carta de maneira rápida e sem rodeios e logo leva ao
carteiro que ali iria passar e pergunta contos dia levaria , vendo a emoção do
senhor disse que para ele levará dois dias e faria o Maximo para entregar,
também sabia de sua história. Feliz Pierre volta para casa. E começa a contar
os trocos para a passagem iria visitá-la, mas precisava deixar tudo em ordem no
serviço, e logo foi mais cedo ao serviço
e deixou bem claro que se tudo desse certo voltaria com sua filha. Enquanto
pegava o trem, sua carta chegava as mãos de Bia, e lia atônita:
Pierre Berlioz
25/09
Minha filha. Achei você!!
Estou em lágrima a te escrever me deu uma vontade louca de
lhe falar, sinto que retomo toda minha família estando ao seu lado, espero que
me perdoe, estou de coração aberto para acolherá ao meu lado, mando essa carta
para que saiba que estou indo buscá-la, o carteiro está minha espera e logo
estarei com você.
Um lindo e afetuoso abraço.
Após ler a carta, a menina Berlioz sentou-se e Catarine que
estava perto se cobrir de curiosidades e perguntava o que houve.
Disse a menina meu pai ele esta vivo e vem me buscar. Dona
Alícia que cuidava das contas sentiu um desconforto ao saber, pois perdia seu
ouro, mas escondia com um ar de docilidade e mostrando querer o melhor a Bia, e
ao dizer pensava que de fato mudou sua vida e merecia o melhor. Beatriz
organizava suas coisas, todos traziam presentes e Catarine trazia um
blusãozinha e uns sapatinhos pequeninos que cozera. Deram-se um afetuoso abraço
e se demonstraram a quanto uma foi importante para outra. 23
Passou-se dois dias e nada de seu pai chegar e a impaciência
tomava conta da menina. A roer os dedos, queimar tudo na cozinha, ao ponto de Alicia
pedir para que ela desse uma volta. Bia com o enorme barrigão anda meio lenta
pela praça e cansada resolve descansar num banco o dia estava primaveril,
quente, porém com uma refrescante brisa. Como uma miragem ao longe ela avista
um homem maduro com a silueta de seu pai, tem vontade de se levantar, mas pensa
estar muito cansada. Ele vem se aproximando e a visão de Beatriz se torna mais clara,
sim é seu pai. Como se tomasse força, do fundo de sua alma e perdendo o
desanimo levanta num pulo e se precipita abraçá-lo com muita força e uma
mistura de afeto e saudade e lágrimas que o contagia. Logo depois de toda uma
conversa de desculpas e perdões ela decide levá-lo a conhecer a família que
fez. Todos os cumprimentam, até os rapazinho de Catarine, que é agradecida por
Pierre por cumprir sua promessa. Dona Alícia fica encantada com o homem maduro
que é Pierre Berlioz e confidência a amiga Catarine, que desconversa e ajuda a
moça a buscar suas coisas, prontos saem do vilarejo e pegam o trem. 24
Capitulo 14
Adeus ao coração.
A viagem era longa, os três juntos, ela o bebê e seu pai.
Beatriz estava perto de ganhar, agora pensava no pai da criança e enquanto seu
pai a dormia começava agora escrever com uma caneta que havia ganhado de sua
amiga Dona Alícia. Pensou muito no caminho e resolveu começar contando como
conheceu o pai de seu bebê.
Escrevia:
Em uma de minhas longas caminhadas encontrei um homem forte,
alto, loiro de olhos cor de mel, que estava no porto a fitar algo não sabia bem
o que era, podia ser os pássaros marinhos, o mar, o céu azul naquele dia
bonito, ou apenas as nuvens, aquilo me intrigou. Ele não me percebia, no
entanto eu já tinha medido por inteiro. Não tinha a audácia de interpelá-lo e
passei reto, porem o barulho das pedras que pisava lhe chamou a atenção. Ele me
olhou com um olhar que se enche. E na minha língua perguntou se estava bem,
disse que sim e agradeci. Ele me convidou para acompanhá-lo e logo aceitei.
Andamos e conversamos como nunca tinha feito em minha vida, me perguntou onde
morava e pensei duas vezes antes de dizer, achei que não teria problema, mas
teve, chegamos e achei que ele iria me largar e partir, não queria conhecer
minha família, achei impróprio, pois o conhecia pouco, fui vencida, ele entrou
cumprimentou a todos e sem rodeios disse que queria namorar comigo. Fiquei
rubra, e todos num alvoroço não sabiam que fazer, meu irmãozinho adora a
ideia. Ele ganhou a todos e
principalmente a mim, namoramos por dias, meses e um dia ele disse que teria
que se ausentar por conta do serviço ele era do exercito alemão e partiria num
navio estava muito triste e senti que poderia ter meu primeiro amor com ele me
deitaria com ele, o rapaz pesou, mas se entregou a mim. Foi uma noite linda, no
dia seguinte ela partiu sem me dar adeus fiquei entre os lençóis desnuda com um
de meus seios amostra a pensar nele, precisamente numa tarde perto de um morro
onde ele observava o vento e se dirigia a mim dizendo, que se um dia tivesse
longe e onde estivesse serenasse a mente e o corpo e lembrasse-se dele e um
vento a inundaria o corpo esse vento é meu abraço, e com ele sossegaria sua
saudade, depois me agarrou e beijou.
Neste momento seu pai acorda e pede a Beatriz um pouco de água,
ela prontamente vai a busca, abre a cabine e vai até o bar, pede ao bar Man um
pouco de água ele pergunta se precisa de mais alguma coisa ela sorri e diz que não, em uma das mesas tem u
casal brigando aquilo chama atenção de Bia por algum tempo. Quando os dois a levantam se da conta da água
que esta em sua mão e vai num passo forte até o quarto abre a cabine e seu pai
está com as duas mãos ao peito e ela pergunta se ele esta bem ele não consegue
falar ela tem uma preocupação muito forte e logo grita no corredor, “MÉDICO”. 26
Capitulo 15
Fardo.
Sem sucesso Beatriz não encontra ninguém para ajudá-la,
volta para cabine e seu pai esta quieto, ela se precipita para ver se este bem,
ele imóvel, tenta acordá-lo imóvel. Não precisa ter noções de medicina para ver
o que acontecia, ele estava morto. Chorava sobre homem batia sobre o peito e
dizia que precisava dele, em vão. Logo apareceu curioso e um padre pronto para
estremo unção. Botaram o corpo no ultimo vagão frigorífico. Beatriz agora
estava voltando para sua casa, mais uma vez sozinha chorou a viagem toda
lembranças, seguia em sua cabine, até uma moça que passava e ouvia abriu a
porta e lê acompanhou até o final dando forças e mostrando que tinha alguém que
dependia dela. Prontificou-se em lhe dar estadia dona de um hotel próxima a
marina. Sentia que assim seria melhor. Chegaram ao destino, pegaram um carro e
foram a ponto que seria o decisivo. Beatriz voltou a escrever, agora com muita
força, tinha muito a dizer, quando seu pai foi enterrado sentia ela que ali
estaria enterrado seu passado. Nas tardes adorava caminhar pela orla e ver o
que seu amor via, pois acreditava que sabia. Com o tempo passando e eminência
de nascer à criança teve uma ideia que parecia louca. Decidira ir embora num
navio ir ao encontro de seu amor, sabia que ele tinha pegado um navio e que o
lugar se chamava Brasil e que esse era o lar de sua ancestral, pediu a sua nova
amiga que ajudasse ela achou muito arriscado, no entanto fez o pedido da amiga
ser atendido. Contratou um médico e uma parteira para irem juntos. Sua amiga
desejou sorte. E o navio partiu com Beatriz Berlioz.
Capitulo 16
Porto seguro.
Em alto mar Beatriz estava na proa do navio pensando e
sentindo os chutes uma ventania passa pelo seu corpo, pensa em seu homem e em
sua poesia, virasse pretendendo entrar e a água escorre entre as pernas pelo
vestido. O parto tenta ser rápida de forma tranquila, o medico esta almoçando e
não encontra a parteira, começa a ficar angustiada e histérica grita socorro
meia dúzia de curiosos aparecem e um chama os dois. Alguma coisa nela lhe da vontade de que antes
mesmo de acontecer o parto que seja uma menina que ele espera.
Tudo corre bem no parto e Beatriz Berlioz da à luz a uma
menina linda e cheia de saúde. Agora em seus braços a menina Bia da um sorriso
lindo de mãe.
Passam três dias e já composta Bia esta a dar de mamar a sua
filha e a pensar em seu único amor é um dia quente e num vento que passa pela
escotilha e inunda mãe e filha, é o primeiro ar da manhã ele decide ali a
chamar a filha em homenagem ao pai, que se chama Julio de Julianne Berlioz. Os
dias passam e logo se avista o novo continente, em um porto não é claro o mesmo
onde o sangue Berlioz miscigenado começou.