sábado, 26 de outubro de 2013

Acaia



Acaia
                                         (Em tupi significa ventre)


Capitulo 1

Retorno.

Manhã cinzenta, visão geral, entulhos e pessoas desoladas.
O retrato que se vê é de um povo oprimido por ser pacifico e não saber se defender, muitas perdas e um rastro de uma tropa de prevalecidos. Uma moça apavorada tenta entre os destroços, encontrar vida. Com a pouca força que tem consegue levantar o suficiente para ver o inevitável sua mãe e irmão estáticos e entrelaçados. Um grito surdo percorreu seu corpo e se transforma em lagrimas. Sem se dar conta instintivamente procura por pertences valiosos que pudessem lhe manter, pois o que carregava pede necessidade. E percebeu que seu pai não estava por ali. Revirou na volta e nada achou e finalmente frente aos dois cadáveres fez uma pequena busca e num bolso grande de sua mãe havia um diário e uma carta, ela rapidamente botou em sua pequena bolsa e antes de partir viu que seu irmão estava de olhos abertos e num gesto solene os fechou.
Saiu do lugar, pois não havia mais o que fazer até então se sentia sozinha, pelo menos de amparo, em passos fortes ficou o mais distante possível do local. E quando parou de novo viu que estava num cenário maior de destruição e que havia pessoas que sobreviveram, mas em baixo de uma arvore de maçã sentou-se e perto de uma das raízes deixou sua bolsa e ao fita-la lembrou de sua mãe que a cosera, e lembrou logo em seguida da carta. Correu para bolsa e viu a carta e o diário e lembrou que sua mãe escrevia muito nele e deixava todos da casa com muita curiosidade e mesmo assim achou que seria melhor olhar primeiro a carta, pois via que nela estava seu nome “Beatriz Berlioz”.

Dizia:
Mon Cher, Bia.
Fiquei muito triste da briga que vocês tiveram você e seu pai. Acho que fez muito errado em fugir, seu pai ficou preocupado. Todos nós ficamos, sabemos da sua condição e apesar de suas atitudes tenham te levado a conseqüências desastrosas, mesmo assim, somos sua família e por mais revolta que possamos ter principalmente seu pai, não a desampararia é estranho, mas sinto que as coisas podem mudar, vejo uma mudança, porém seja meio atribulada. Minha filha está me sentindo muito mal com tudo isso, por isso resolvi escrever esta carta, amanhã mesmo mandarei a você.  Sei que esta perto do porto. Hoje seu pai foi sua procura. Espero que a encontre. Minha filha na carta vai uma quantia (umas economias que vinha guardando) em dinheiro para você ficar um tempo fora e cuidar da sua vida e da que vem e que sei que será mais uma forte mulher.
PS: Seu irmão lhe manda um beijo. Sabe o quanto te ama.
Se cuide, menina BE. BE. Espero que tenha te criado para a vida.

Por instantes um seco e racional pensamento passou pela cabeça de Bia, sim, pensa, seu pai podia estar vivo, agora podia ir a seu encontro, e o dinheiro seria muito útil, mas numa segunda olhada sobre a carta onde falava do irmão, lhe vem em suas lembranças, dele que penteava seus cabelos e dizia o quanto ela era linda. Uma crise de choro compulsiva de regurgitar toda a tristeza.
Logo a alguns passos duas crianças brincavam entre os destroços com vassouras como cavalos, e Beatriz percebem e chamam sua atenção, lembra do irmão e põe a sua mão em seu ventre que começa a se formar um ser. Os dois meninos ouvem uma voz feminina ao longe e saem troteando com suas vassouras, a moça o segue com os olhos e vê quando chegam perto da mulher e logo identifica é Catarine a ex-dona de bordel. Nunca tinha a conhecido pessoalmente, mas sabia muito a seu respeito à vizinhança tinha uma língua afiada e Bia era uma grande ouvinte. Agora estava a fitar aquela família falada por todos, mas que se via ali como qualquer outra, simples e acolhedora. Ela notou que o marido da mulher não estava por perto sua casa foi uma das que ficaram mais em pé, porém via que eles estavam arrumando malas e de mudança, pensou ela que talvez ele estivesse trazendo o carro.




Capitulo 2

Madalena.
Bia tinha passado a noite em claro e agora embaixo da macieira sente uma vontade de dormir e tira um bom cochilo e acordada pela Catarine que a pergunta se esta bem, assustada a garota a repele e pensando melhor põem e m pratica toda educação que sua família havia lhe dado. Diz suavemente que apenas descansava e que logo sairia dali, mas a mulher de forma amável pergunta se ela não quer alguma coisa se não precisa de ajuda. Bia pensa por alguns segundos e diz que esta tudo bem, levanta-se, e vai à direção do povo a procura de seu pai sem antes agradecer e dar adeus. Enquanto anda vai lembrando-se das historia daquela mulher e como era diferente das mesmas. Lembrava de um dia no salão de beleza onde contavam seu nome de guerra como a rainha das meretrizes e assim diziam, com alcunha de Madalena, a mulher da bíblia perdoada por Jesus.
Mas o que importava para Beatriz agora era achar seu pai, via que tinha um grupo grande de conhecidos, e logo adiante avistou Gilbert, mas preferia procurar outras pessoas antes de chegar nele.
A cada um que perguntava a resposta eram sempre a mesma vaga e imprecisa de quem não tinha menores idéias do paradeiro de seu pai. Então foi ao velho que era afetado pela caduquice, Gilbert Solé, homem que na juventude tinha um respeito de toda sociedade, visto que, além de rico tinha total influência sobre a prefeita da cidade pelo fato dela ser sua mulher, o poder que ele possuía foi o que o arruinou, primeiro por que lhe subiu a cabeça e segundo por causar nas pessoas o sentimento mais vil de toda a inveja. Simplificando a história, como ele tratava muito mal a prefeita, dona Justine (uma mulher caridosa e humilde por ser de origem pobre e assim muito popular) algumas mentes mais ardilosas viram ali uma maneira de derrubá-lo. Justine só estava no poder por que tinha carisma e, portanto era apenas marionete manipulada por seu marido o que “as mente sagazes” tinha que fazer era a criatura se revoltar com seu criador e depois dar uma nova trajetória ao boneco. Final da história arranjou até um amante para D. Justine que se separou do senhor Gilbert e levou metade da fortuna. Depois disso o agora velho nunca mais quis saber de poder e ostentação, pelo contrário tornou-se tão humilde que chegava a ser ingênuo. Agora lá estava ele meio taciturno, olhando para sua pequena horta que estava meio prejudicada pela destruição com poucos entulhos e que parecia um amontoado de terras e folhas. A moça decide interpelá-lo  e ele foi até então o único que deu a informação mais correta. Disse que o viu saindo numa noite de tempestade, e quando lhe perguntou aonde ia num grito respondeu que havia de buscar sua filha. Depois disso começou a falar coisas desconexas que a moça não deu importância, seguindo então em busca de mais informações, pois era muito vago que o velho dizia, deveria saber para que lado for.
Andando sem rumo percebe novamente Catarine agora com malas juntamente com seus filhos indo para um caminho que outras pessoas também seguiam ao ver novamente a menina bia A 3senhora Cartier (sobrenome do marido) questionou o que ela procurava, e dizia que não era seguro aquele lugar, então a moça respondeu pelo pai, Pierre Berlioz. Catarine pensou um pouco e não titubeou em responder conheço e sei onde está venha conosco que lhe mostrarei onde ele se encontra. A moça no primeiro momento sentiu um alivio, mas pensou logo em seguida se era verossímil o que a mulher dizia, a mulher atrasada diz de uma vez com intuito de levar Bia com ela, que estava indo para o trem se quisesse teria que vir logo, pois demorará dias para vir o outro terem e ser ruim para ambas. Sem titubear e pensando que realmente não era mais seguro seu pequeno vilarejo, aceita as condições de aquela que um dia se chamou Madalena.















Capitulo 3

O trem.

O trem só não esta lotado, pois muitos faleceram e outros decidiram ficar.  
As duas e as crianças se acomodaram em uma das cabines, daquelas de dois lados e ficaram uma de frente para outra, Catarine com as duas crianças uma de cada lado e Beatriz no outro lado sozinho e me termos. A senhora Cartier estava exausta e seus filho também e logo dormiram. Bia ficou a fita-los louca para saber de seu pai, mas com olhar doce imagina como seria seu filho (a) com essa idade. Olha para bolsa com se olhasse para o nada e num estalo vem a vontade de ler o diário de sua mãe, mas o barulho compassado do trem a deixa em transe e logo é tomada e inundada pelo sono.
Chega à noite e o trem continuou seu caminho, Com barulho do bilheteiro, acorda todos  e diz  com intuito de saber para onde vão e observando os bilhetes, Catarine fala por todos dizendo que estão indo para cidade mais próxima da suíça, o bilheteiro entende e com olhar de desdenha sai da cabine e novamente faz a mesma batida no vagão ao lado agora mais distante. Todos se olham.
Beatriz logo que vê brecha pergunta de Pierre Berlioz, A senhora pede para que os filhos vão dar uma volta no trem, mas que tomassem cuidado. Logo que sai ela olha para a menina tentando decifrá-la, Bia diz conte-me.  Cartie disse calma e sem pudor que sabia que Beatriz tinha uma idéia muito errada dela e queria contar sua história. E começou dizendo, sim fui dona de um bordel, mas lá nunca me dei ao desfrute, apenas cuidava das meninas que angariava, em cantos obscuros de cidades que passava porem confesso que comecei assim. Minha história começa em uma escola de freiras, para crianças órfãs. Eu sempre fui angelical, com meus olhos azuis turquesa e meus cachos loiros, mas era um engano, pois era uma peste tinha fogo, onde moravam tinham meninos e meninas separados, com 15 tiveram minha primeira vez pulando um muro, depois foi um pólo para o pecado, desvirtuei com 16 e meio desvirtuei um padre e conheci meninas, mas isso é outra prosa. Em miúdos fui expulsa antes de terminar o colégio, mas tinha muito estudo. Nas ruas do arredor conheci a fome, o medo e o desprezo de forma intensa, foi quando vi uma moça de vestes vulgar entrando numa casa. Logo quis saber o que era, e lá conheci a função mais antiga da humanidade. E como tinha meus predicados fui muito requisitada e invejada E ali ganhei o apelido, nome de  guerra de Madalena, pelas colegas. A dona do lugar ganhou muito comigo e foi então que percebi que assim podia fazer minha vida. Tinha que embora dali e foi ai que conheci nossa cidade e la finquei minha bandeira e no caminho recrutei minhas soldadas. A partir de então nunca mais fui prostituta. Bia achava tudo aquilo muito impressionante e tinha muitas duvidas e agora tinha ela sua frente para interpelar, e fez a primeira de muitas, Catarina vendo que conseguirá enrolar e adiar que falasse do pai da menina, responde a pergunta de como conheceu seu marido e por que ele não veio junto. Calmamente ela responde,
Mas por dentro chora como se tivesse que fingir gozo ao um estranho que tivesse asco. Jordan era um grande pintor, Jordan Cartie, ele passava o dia pintando e a noite para desopilar vinha ao bordel, tinha conhecido todas as meninas, e estava perdendo o interesse de ir para ver mulheres, apenas ia para beber ver o cancã das moças. Nunca estava por perto, naquela época resolvi pintar meu cabelo de preto, e me vestia bem, e um dia fui ao bar falar com bar Man e o fitei ao ver o show, mas me preocupei com o negocio, o bar Man deixa cair um copo que quebrasse em pedaços e faz um grande barulho que interrompe as meninas do show. Ele se vira e nos olhamos, pareciam horas, que acabaram quando ele se aproximou perguntando se eu era nova moça da casa, aquilo me deixaria incomodada, porem pareceu um elogio, Todos os dias ele vinha me ver e me cortejar, tinha medo que ele me tomasse e perdesse o interesse, mas me entreguei e nosso amor  foi mais forte e durou, pela sociedade, família só não pela morte. E dizendo isso disse que iria ver onde andava seus filhos.














Capitulo 4

Intervenção.

Está sozinha agora Bia e percebe um bom momento para ler o diário e vasculhar sua bolsa e acha, a capa é familiar, tinha o titulo de um nome que ela não sabia o que era “ACAIA”, passou a mão e no relevo da capa do antigo livro sentia as asperezas e o abriu, tinha nome de mulheres. Que pareciam ser suas antepassadas, pelo pouco que sabia das ultimas e uma delas era sua mãe e tinha varias páginas em branco para se colocar nomes o “diário” até então como se chamava era grande e grosso. Na próxima página que ela passa na tentativa de desvendar a curiosidade que tem sobre sua mãe, é chamada bruscamente a atenção. Um barulho diferente no trem, barulho que ele deveria fazer bem mais a frente, sim ele estava parando no meio do caminho, havia soldados nos trilhos e a locomotivas estava freando logo que parou Catarine entra aflita na cabine com os dois meninos em baixo dos braços. Os dois do mesmo tamanho com roupas bonitas para época e olhar angelical e olhos azuis e loiros. Na visão de Bia uns anjinhos, e constatação de que também peraltas.
Beatriz estava calma, no entanto a S. Cartier podia se ouvir seu coração a léguas, e isso se torna claro para a menina Bia, será que ela prevê algo de errado, o que tinha a esconder, Beatriz sabia de quem estavam atrás e por isso não tinha o que temer.
Bem ao fundo do trem pessoas gritam, e o barulho de quem abre esta mais perto, Catier esta quase translúcida. E tenta se acalmar, Beatriz vai até ela e oferece água a moça bebe e voltas às cores. Não dá três tempos e num susto a cabine se abre, e um soldado imponente cheio de medalhas nas roupas, alto loiro de olhos negros de forma estúpida diz passaportes na língua nativa das duas, e avisa o outro case igual em alemão que vá logo às outras que faltam, com a pressa do que se tinha fazer. As duas  atônitas com sua imponente e ameaçadora presença titubearam em dar os documentos, e num grito enfático, quase que um susto as duas já os tinha na mão. Ele as observou com olhar de desdenha, viu Beatriz num foco, e logo em seguida Catarine, ela estava com uma Correntina e um crucifixo e viu no quanto da testa cair uma gota de suor naquele dia frio, fitou por cima as duas crianças e saiu e a porta se fechou. O outro rapaz tinha terminado e vim com um homem gritando, que era um engano que os deixassem, o grito ficou mais forte perto das duas e depois foi se dissipando. As duas com quem sente um aliviam se entre olharam, e quando a menina Bia iria lhe perguntar o porquê de sua atitude, ouvem-se tiros e isso a cala. Os homens mandam o trem partir ele dá os primeiro passos em seu trilho e logo Catarine avista os homens e se vira com repulsa, o homem que interpelou corre e a segue com o olhar ela se vira e o vê e mais assustada, com o terror em seu corpo o vê parar e o trem ganha mais força e parte.

Capitulo 5

Declaração.

O trem estava próximo, faltava pouco para chegar ao destino das duas mulheres. Beatriz passou por horas em silêncio não por que não tinha o que falar, mas sim, pois estava medindo suas palavras pensando como perguntaria a Catarine sobre sua reação. E em seus pensamentos veio o paradeiro de seu pai com toda aquela bagunça ficou no ar o que de fato ela sabia. Resolveu então começar perguntando de seu pai e indagou o que a senhora Cartier sabia sobre Pierre Berlioz, seu pai. Catarine meio desconsertada volta-se para o foco da menina e pede novamente para os meninos darem uma volta, e antes que ela fale a moça pergunta por que estava tão nervosa Cartier não tinha como embromar a menina tinha duas perguntas fortes e pouco tempo para pensar, resolveu falar sobre que era de sua vida. Dizia:
_ Poucos sabem do que vou dizer, e que nesse tempo que estamos que guarde com você o que digo, falei que conheci meu marido que nos casamos e que formamos uma família, só que alem da família dele não querer ele me confidenciou que sua família era judia, e isso nosso vilarejo não sabia, não teria problemas para nós, mas eles pressentiam que seriam alvos e para não se incomodarem ficaram reservados, tinham muitas posses e ninguém por incrível que parece se preocupava.
Beatriz ficou chocada e perguntou se não era perigoso de  mais que as crianças viajassem. Disse Catarina:
_ Sim, ainda mais por que eles têm o nome do meu finado marido. Está nos documentos.
Dizia Bia:
_Agora entendo todo seu pavor. Com um olhar doce.
Catarine com o semblante ainda assustado dizia:
_Não lhe contei como meu marido morreu?
Disse bia:
_Como?
Catarina deixando cair do rosto ao longo lagrima e com a foz embargada, disse:
Enquanto nossa cidade era destruída meu marido foi para rua, não para fugir, ou se esconder, ele foi para lutar e defender, sua família. E foi brutalmente aniquilado. E desta forma desviou atenção da nossa presença. Catarine convença que tem duvidas se não era melhor estar entre os destroços, pois sabia o quanto a vida era difícil e estava muito cansada.
Bia ficou atônita com tais revelações, sabia de muita coisa nessa vida, mas nada seria suficiente para consolar aquela mulher.
Em seguida depois  de minutos de silêncio entrou os meninos dizendo:
_ mamãe estou cansado não tem nada para fazer, abrindo a porta da cabine. Catarine enxugou rapidamente os olhos e logo em depois Beatriz se levantou na frente da mulher como que a protegendo e aos meninos ao mesmo tempo de uma pergunta perigosa. E os convidou para tomar um sorvete. Eles adoraram a idéia e esqueceram-se da mãe. Antes de fechar a porta ela piscou para Catarine que sorriu e Bia logo fechou a porta.















Capitulo 6

A chegada.

O s dois meninos com seus sorvetes, o loiro de olhos azuis e maior Zinho chamava-se Eduard e o um pouquinho menor de cabelo castanho e olhos castanhos chamava-se Jaques ambos tomando sorvetes nessa ordem, morango e chocolate e Bia um de creme. Os três conversam a um pouco e em dado momento o mais novo perguntou pelo pai Beatriz a garota ficou sem ter o que dizer e logo em seguida o trem diminuía novamente e ela via que logo pediu aos meninos que fossem ao banheiro se limpar e ela foi até a cabine. Catarine estava se arrumando para sair e bia foi arrumar suas coisas e Catarine disse:
_onde estão os meninos? De maneira cordial.
Bia diz que já estão vindos apenas lavando o rosto.
O trem para e todos saem, elas e as crianças por ultimo.
Catarine e seus filhos. A estação é bem acolhedora e moderna para época, ao chegar no meio do lugar Catarine parou e olhou para tudo sua volta certificando –se de que não havia mais ninguém e resolveu contar a verdadeira história a Beatriz.
Com olhar doce, e que lhe era fácil de exprimir a Senhora Cartier começou a falar.
Tenho que lhe contar uma coisa e vejo que esse é o momento, eu meus filhos pretendemos ficar por aqui até acabar esse caos e eu a trouxe junto, pois era desejo de  seu pai. Neste momento Beatriz voltou sua atenção mirando em todos os traços da mulher que falava.
Continuou Cartier:
Sim na noite que você saiu sem paradeiro seu pai saiu atrás, tinha começado a chover e ele estava transtornado, eu com uma sombrinha pássaro na volta, ele me perguntou dando sua descrição se tinha o visto, respondi que não, seu pai Pierre Berlioz. Tinha visto poucas vezes e mesmo assim aquela noite ele me pediu que se a visse que de uma  forma a acolhesse e protegesse e que o contasse. Foi o que fiz estava sã e salva até um lugar protegido.
Beatriz quis saber para onde tinha ido seu pai, Cartier não soube responder.
Agora a menina Bia estava sem chão, sua frustração tomava forma e estavam sozinha, seus pensamentos estavam confusos e o que poderia fazer vendo a menina desnorteada Catarine a convida para que a acompanhe. Em sua cabeça vem o pedido do pai, ficaria por ali e mais tarde iria a sua busca.
As duas então seguem junto dos dois meninos, Cartier sabia que estava fazendo logo perto do centro tinha alguém a lhes esperarem.




Capitulo 7

Alícia


Mulher de poucas palavras, uma grande amiga de Catarine, com seus 30 anos feitos a pouco é uma legitima balzaquiana tem olhos amendoados o cabelo channel negro e viçoso, uma mulher mingnom com seus 1 m e 68 cm. Estava a varrer a fachada de sua confeitaria. E sem perceber da cara com duas mulheres e as crianças. No primeiro momento não identifica direto, mas com os óculos nos olhos percebe a grande amiga.
Afetuosamente se abraçam num tempo que só é medido pelo apreço das duas. Beatriz e os meninos ficam esperando serem anunciados. Mas para a moça Alícia não há tempo e manda que todos entrem. Logo oferece um doce a cada um, doce lindo e com jeito de serem apetitosos. As crianças com chocolates e bia um bem casado. Já a Catarine o que ela mais gostava era torta de morango com nata, então Alícia pergunta são todos seus filhos Bia envergonhada olha, Catarine diz:
Os dois pequenos  são meus, mas você  em Lili acha que to tão velha assim para ter essa moça feita tem quase sua idade, e riu solto. E as duas riram juntas e os meninos que não entenderam riam também.Já Bia ria meio de canto dos lábios, de maneira sem vontade.
A S. Cartier explicava a história de Catarine e a confeiteira a fitava e só o que Catarine não sabia era da condição de Beatriz e Alícia logo indagou somente pela história que escutava e disse a confeiteira:
_ Menina você está grávida? Com olhar meio que enxerga mais que o corpo sua alma.
Com a cara pálida sem as cores que lhe eram familiares diz com a fraqueza da voz que sim.
Catarine que estava a olhar seus filhos pelas peraltices tem um súbito frio e paralisa e log vira na posição da moça. Fuzilando ela com os olhos Beatriz desata a chorar e se desarma de todos nós. E ainda desmaia.
As duas vendo aquela  cena logo as seguram e levam para o quarto no anda de baixo, deitada ainda imóvel Beatiz recupera a cor e aos poucos volta. Enquanto isso na cozinha as duas conversam e as crianças com outros doces em mãos vão a rua e já encontram outros moleques e fazem amizades, enquanto que na conversa Alícia questiona:
_Como andaste tanto e não percebeu a condição da moça?
Catarine responde de maneira óbvia contando o que se passava e sabia que Alícia sabia de muito através das cartas. E diz:
Não pude dar a atenção devida á moça, pois estamos fugindo do caos da nossa cidade, o pai dela havia me pedido que cuidasse dela e tinha que guardar segredo o quanto pudesse e no meio do caminho um grupo de alemães tomou o trem fiquei muito aflita, mas deu tudo certo e agora estou aqui com voe.
A confeiteira entendeu, mas tinha receio da presença da moça grávida. Tinha um coração forte e caridoso e não deixaria com toda cautela que ninguém passasse necessidade.
Neste momento Beatriz estava  na cozinha e dizia que iria embora se fosse o caso não queria dar  trabalho. As duas disseram para ela não se preocupar que tudo estava resolvido.
E para que ninguém ficasse achando que estavam de favores elas ajudariam nos doces, Beatriz sempre foi boa na cozinha sua mãe lhe ensinará bem. Catarine estava sem pratica por ter muitos que faziam Poe ela, mas aos poucos iria lembrando-se da época que as duas tinham uma sociedade. Nos primeiros meses venderam muito as três  logo depois Bia teria que ficar escondida na cozinha. As coisas que compravam eram Alícia e os garotos quando tinha que ir à venda. Meses foram passando e Beatriz Já estava de 90 dias de gestação.  




Capitulo 8

Diário

Como Bia teve que se esconder, a barriga começava chamar atenção, sentiu que era hora de começar a ler o diário.   
Sentirá que teria muita vontade de lê-lo e que seria tão rápido que decidiu ir com calma para não perder nada.
Primeira pagina já tinha visto, e a segunda também, partira para terceira, era datada de 1558.
Trazia o nome “Maiara Tupinambás”.
Dizia:
Estou agora familiarizado com essa língua e pronta, graças a meu galego, pronta para deixar minhas gerações sabendo de minha vida e de meus feitos. Venho de uma guerra de galegos de tribos diferentes, portugueses e franceses que é o como meu amor diz sua nação. Meu povo resolveu ajudá-lo por promessas e por que no outros lados o galego tinha ao seu lado nossos inimigos mortais os tupiniquins. Eles eram Pyatã, muito fortes e como guerra ninguém ganha. Apaixonei-me por meu homem e Rudá estava o nosso favor. Ele me trouxe para esse lugar que chamam de “França”, aqui tem um rei, um cacique dessa enorme tribo, enquanto escrevo meu marido ri, acho bonito. Temos pouco tempo juntos, mas nossa união já esta feita trago no ventre uma criança. Tento escrever certo e há vários dias e lua faz isso. Minha criança cresce espero que ela tenha os olhos do pai lindos e azuis como céu que vejo todos os dias. Meu homem me levou a vários lugares bonitos, mas gosto mesmo é de ficar em casa e cuidar de nossas coisas e agora minha barriga esta grande e tenho que botar muitos panos e que me prendem, mas quando estou aqui uso pouco ele adora e ri e eu também, sempre achei que seria difícil em minha aldeia ter um homem só para mim, e me sinto feliz, mas digo que vi certa vez ele a se enroscar com uma mulher viçosa de cabelos cor de pau Brasil, achei tão linda que logo o entendi e depois ele voltou para mim não pode ser tão ruim assim.
Estou com minha filha finalmente no colo veio de uma vez só minha mãe teria orgulho saiu de mim e tem os olhos dele para minha felicidade. Acaia...
Queria lhe dar um nome indígena, mas o homem que escreve não gostou nem meu marido, então alguém disse um nome e gostei. Beatriz.
Neste momento a moça tem uma euforia e uma curiosidade, como minha primeira antepassada teria meu nome fruto de duas nações onde seria esse lugar.
Voltou-se ao que lia e percebeu que a vida da indígena iria se fundindo a de sua família que relatava vários acontecimentos, católicos como batismo o casamento e ela tiveram somente Sua chara Beatriz. E teve também funerais primeiro de seu marido e antes  
Que a morte desponta-se a sua volta contou toda a história à filha e lhe pediu para que continuasse sempre um mês depois a iniciadora veio a falecer.
Bia, sentiu a mesma tristeza de quem já a conhecia a séculos e perdia em intimidades, Agora na história está a que talvez seja o motivo de seu nome e tinha muito que ler, quantas vidas teria ali, ela folhou tentando achar o final e viu muitas páginas e percebeu que entre elas estava o nome logo no final, Brígida Berlioz, o nome de sua mãe. Teve vontade de ler, marcou onde havia parado e quando teria sua curiosidade saciada a porta se abre e aparecem Alícia e Catarina dizendo precisar de sua ajuda. Ela calmamente fecha o livro com a marcação e vai ajudá-las.















Capitulo 9

Leitura.

Todas as noites antes de dormir eram religiosas a oração de quem é bem fervorosa, Alícia pede serenidade e bons clientes para ver sua nova família bem. Enquanto isso em seu ritual na sala em um colchão de casal Catarine beija seus filhos para que tenha bons sonhos. Já Bia  lia. Com muita voracidade percorria toda a vida de cada uma de suas familiares.
Beatriz sua antepassada estava em uma época de reorganização, sim seu país virava agora uma nação que se consolida. Ao ver-se sozinha com seus criados e poucos parentes que foram o motivo pelo qual seu pai viveu plenamente com sua mãe uma estrangeira e indígena. Precisava de um marido e não havia ninguém que a chama-se a atenção. Quase sentindo a solidão tomar conta eis que surgi um estrangeiro, um gesticulante e caloroso italiano. Que passava pelo lugar, ela numa certeza de que seria ele o homem de sua vida lhe faz a corte. Mas o italiano antes de se apaixonar pensou bem, pois teria que largar sua vida de porto em porto provando de amores, mas essa Beatriz era hábil e cheia de encantos e como um polvo foi se prendendo  a seu amado que com tempo a queria mais e mais. Teve dois filhos Uma menina que ela cuidava como um bibelô e um rapazinho forte e valente muito parecido com o italiano. As crianças foram crescendo, eles envelhecendo a menina Brigite estava por completar quinze anos e a antiga Beatriz sentia que era hora de ela receber o ater fato de comunicação de sua vó, foi muito bonita e emocionante ela que nunca tinha tido uma lembrança de sua vó se contar o quadro lindo que ficava embaixo da lareira. No passar dos dias a menina Brigite passou a escrever já que lerá muito rápido de sua mãe e sua vó. Quando completou quinze anos dois dias depois passou a se sentir mal e a convalescer e a ficar de cama. Os médicos de lá eram bons, porém seu caso era um mistério e em dez dias a menina faleceu antes de deixou um poema no “diário” que dizia:
“Sem ser menina me torno moça e mulher”. Brigite Berlioz
Beatriz da época  quase enlouquece, mas marido lhe faz voltar a si, ela volta a escrever no livro e pensa em ter mais uma menina ,no entanto a idade não deixa , se sente tão impotente e seu filho Otávio cresce a sua volta e ela não tem interesse e ele é amado por seu pai, porém sente falta do amor materno, e vê uma saída para o problema de sua mãe ele teria uma filha. E com uma das muitas meninas com pouca idade casou, sentia que sua mãe passava ter mais vivacidade por sentir uma chance de cumprir o que prometeu a sua mãe e avó do menino. A primeira criança do casal foi um menino para desespero de todos, mulher de Otávio foi hostilizada por mãe e filho como se fosse à culpada, o netinho da Velha beatriz crescia e a moça estava novamente grávida agora da próxima mulher de suas antepassadas. Para alegria de Beatriz e de sua chara que agora se entusiasmava. Havia prometido à primeira Berlioz que nunca passaria a um homem, então antes de sucumbir com a idade que tinha e doenças, ela deixa dito a sua nora que na idade certa entregue a menina. Sylvie Berlioz.  
Seria o novo capitulo, o sono tomava conta da menina Bia, colocou o marcador e adormeceu.


















Capitulo10


Terror noturno.

Um belo galo de crista diferenciada no outro lado da rua sobe em cima do muro e canta com vigor, e todos começam a despertar na pequena confeitaria e lar de Alícia. Beatriz revira-se por mais um tempo, mas não resiste e levanta abre as venezianas de seu pequeno quarto e vê o sol riscar a terra com seus raios em meio a nuvens cinza, Para sorte de todos faltava muito para o inverno. Mais alguns minutos o lugar ganhava vida, os meninos correndo e Catarina mandando-os para rua, Alícia e os clientes e Bia na cozinha a cozinhar maravilhosos doces, até mesmo a doceira via que tinha achado uma mina de doçura. O boca em boca costumeiro da região movimentou o pequeno estabelecimento. Diziam que estava mais movimentado que os próprios chocolates da suíça. Viam muitos estrangeiros curiosos pelo que os guias comentavam e não era em vão compravam e voltavam. Mas atenção estava deixando a menina Bia muito exposta já não conseguia sair mais de casa sua barriga era bem visível.
Passava a noite e mais uma vez as mulheres e os dois meninos partiam para o sono, e Beatriz agora estava deitada e ao seu lado uma lamparina e o livro na cabeceira, ela o olha esta cansada, exausta e cochila. No meio da noite tem um sonho com seu pai e é muito angustiante como se ele não a ouvisse e não a visse. Em gritos sufocados ela acorda, suada e com coração acelerado. Mais calma levanta-se e vai até a cozinha e abre a geladeira e pega um pouco de água e vê um dos docinhos e decide comer só um, pois sabe o quanto engordará se não fizer exercícios e volta para o quarto e percebe que o sono não vem olha para o lado e vê o livro, e lembra-se do nome Sylvie Berlioz, e abre e entra na leitura.
Nas primeiras palavras de Sylvie sua mãe depois de muito ensiná-la a escrever seu nome pediu que escrevesse em aquele grande livro com queria sua sogra, mas era tarde para ver o feito, a menina cresceu assim como seu irmão e na hora que sua mãe achou pertinente contou a história e deu-lhe o “diário”. Sylvie estava se casando e esse foi seu presente de casamento, quando soube teve uma emoção muito grande e as duas frágeis agora senhoras compartilharam o mesmo sentimento. A moça agora casada escreveu coisas rasas sobre sua vida, percebi que viva intensamente. O que deixava bem claro era que não espera à hora de ter seu filho, e não importava se fosse menino ou menina. Sentia na escrita e na data que fazia muito que não escrevia, e neste relato dizia que tinha uma coisa errada com ela e que talvez não possa- se ter filhos, mas os médicos diziam que tudo estava bem com ela e mesmo assim não vinham, alguns desconfiavam do marido. E depois de tantas tentativas e desconfiadas ela se deitou nas cocheiras com um estrangeiro que passará em uma taverna. Sentiu uma sensação que nunca tinha tido com seu marido entrou em êxtase profundo, bom se fosse ela o problema teria vivido uma bela aventura. O viajante foi embora e ela há esperar três meses se passou e nada, mas percebeu que sua regra tinha vindo estranha. Furiosa no primeiro momento que teve com marido o agrediu, e desmaiou.  Ao recobrar a consciência pensou em estar doente, logo chamaram o medico da família e logo se muito rodeio disse ao marido que ela estava grávida, os dois riram de alegria e ele gritou a todos os cantos. Meses passaram e feliz com o chegado momento, a parteira leva a ela uma linda menina que seria ruiva de olhos verdes como pai um caixeiro viajante.  Sua felicidade era estrema e agora precisava lhe dar um nome. Louise, que se parecia com o marido que também era ruivo, pois a mulher escolheu a dedo, só não contava com olhos verdes, e teve ímpeto de ter escapadas documentadas no livro com descrições fogosas que só sua filha saberia. E a menina crescerá linda de uma perfeição que agradava homens e mulheres, mas tinha um gênio forte, nenhum o menino podia chegar perto, e tinha apenas uma amiga que era o contrário muito dado e menos apreciável que ela, adorava escutar as hitórias da amiga, sentia-se experiente só de ouvir, muitos lhe fizeram a corte, no entanto nada era do jeito que a moça queria, sua mãe que ainda escrevia no livro contava que estava preocupada, não que a moça não tivesse a filha para continuar a história das antepassadas, mas sim que estivesse infeliz, porém o medo durou pouco logo Louise encontrou um rapaz que também tinha o encanto da beleza e que a esnobava, foi paixão a primeira vista quis por em pratica toda sua didática sem mesmo ele ter feito a corte ele seria seu primeiro homem, ele percebendo a menina se jogar a teve em seus braços e a usufruiu, sentiu Loise um intenso amor, todavia o rapaz pensava apenas em mais uma trepada. E a deixou, a garota sentia sua falta queria mais, seu pai a perceber a tristeza da moça indagou o porquê e logo ela perceberá como o teria de vez, sim lhe contou que foi desfrutado, o pai conservador , mais do que a época logo disse aos quatro cantos que o rapaz iria de casar ou ele mesmo com suas mãos o aniquilaria-o , em dois tempos acharam o moço, Wallace o garoto até gostou, com seu sorriso irônico beijou a garota que sentiu seu coração batendo mais forte. E com o casamento sua mãe diz a Louise toda tradição.
Já raiava o dia e Beatriz tinha lido muito pensou em deitar por uns instantes, porém logo o Galo gritava e a casa estava inundada de vida. Fechou o livro, botou na cabeceira. E foi começar seu dia.







Capitulo 11

Luxurias.


O dia de Beatriz foi monótono, no entanto sabia que a leitura seria muito agradável e logo foi a geladeira  pegou um numero de doces e foi para seu quarto e a porta fechou.
Já casada Louise tem suas núpcias e logo no dia o marido sai, brava e pronta para descobrir onde estava e com que puta se deitava foi atrás e já em seus relatos diz que o encontrará em baixo de três homens robustos e nus, ele era um pederasta e se refestelava desde a infância conto-lhe depois que o viu e se desvencilhou de seus amantes teria agora em sua mulher sua cúmplice ela ainda enraivecida dizia que diria seu pai e mataria ele jurou amor, ela teve ímpeto de se virar e sair e desfaleceu, estava grávida e sua novidade abafa por um tempo todo aquele fato.
Dizia Louise que todo a cumprimentavam e ela o fuzilava que ria com aquele olhar irônico, Passou o dia e estavam os dois na casa dada pelo sogro da moça de presente de casamento, eles sentada num canto ele no outro, uma tensão quebrada pela raiva da mulher de Wallace que agora gritava aos quatro cantos, como podia... E ele disse apenas necessidade. Ela o fitou e num pensamento fugaz disse que no próximo rompante pederasta quer estar junto, ele mostrando preocupação disse que ela estava grávida tinha cuidados. Disse apenas não quero saber, e se foi para seu quarto luxuoso, e o esperou. Wallace se segurou a gestação inteira sabia que sua mulher não mentia quando tinha uma coisa em mente. Nasce o lindo rebento, é um menino os dois fica muito feliz menos avó materna que por conta da tradição fica obsessiva, e quando não estava em suas puladas de cerca estava a reclamar por sua neta e pedia para ser providenciado. Louise tinha outras preocupações agora seu marido estava livre para ter suas escapadas com outros homens, mas para seu espanto ele a convidou.  
Ela não acreditava no que acontecia, mas obstinada seguiu o marido e em uma casa antiga estavam três rapazes, um recostado na parede com um dos pés na parede outro em uma mureta sentado e outro de pé e de braços cruzados, esse a fitar os dois chegando e avisando os outros a verem. Perguntam  logo que chegam  o que a moça fazia ali, e o Wallace responde é minha mulher ela quer ver, o mais alto que descruzava os braço diz tem certeza que será bom para ela? É uma tentativa disse o rapaz Wallace. Eles a cumprimentaram e numa intimidade aparente foram um a um se conectando, o Wallace se grudou no mais baixinho, porém mais definido de corpo. Beijaram-se com força e vigor numa intimidade de muito tempo, a menina Louise ficou desconcertada e com um estranhismo muito intenso, pensou em sair não podia aguentar seu marido sentindo que ela não gostará decidi largar o homem e ir até ela e a toma com um beijo apaixonado que a desarma e logo instintivamente os outros a tocam e a desejam e numa cena de pura bacanal todos se refestelam juntos e ela prova uma sensação maravilhosa de desejo. Após esse encontro a moça passa ver com outros olhos, sentir com mais força e entender o que seu marido experimentava. Claro que nem sempre ela podia ir, mas já conhecia bem os rapazes e tinha tranqüilo respeito. Eles os rapazes, gostaram muito e pedia a presença de Louise, o que dava certa ponta de ciúmes de parte de Wallace.  O que deu a este casal uma intimidade e uma cumplicidade que venceu seus sentimentos de começo tão esnobes, partiram par um casamento bem consolidado. O menino cresceu um jovem educado e respeitador  e o filho de Loise tenho o nome do avó paterno Michel, tem sua primeira namoradinha aos 16 anos em todas a normas de boa conduta, e a corteja até a idade que pode pedir para casar, e de maneira contrária a sua família se mostrava casto. E ninguém da família se metia. Após casar de maneira normal teve sua vida, e feliz formou seu seio familiar e dois anos depois teve seu primeiro bebê, para o deleite das duas, avó e bisavó, sua mulher deu a luz a uma menina, Helouise Berlioz.
Sem doces mais ao seu lado noite adentro e ainda consternada com o que lia Beatriz ainda com um pouco de força de curiosidade decidi de maneira respeitar seu sono guardar o livro com marcador e repulsar e percebe que sua barriga cada vez cresce mais, mas ao ver as migalhas sente que está ficando gorda e lembra quando sua mãe linda e magra teve seu irmão o quanto ela se exercitava, e sentiu que de algum jeito teria que se mexer, guardou o pensamento e dormiu com candieiro aberto e com a janela também escancarada, vinha um vento que brincava com a cortina. Era cedo e Beatriz a cada dia lia mais rápido, à noite tranquila vela seu sono.











Capitulo 12

Tempo e leitura.

Nos próximos meses Beatriz se encontrava em uma rotina que lhe agradava na lida dos doces e bolos e as noitinhas apreciam-los enquanto lia sobre suas antepassadas e imaginava como seria cada uma e como era interessante aquilo, imaginava todo interesse de sua mãe e que agora fazia sentido, mas quando acabasse pensava aflita no que escreveria, será que seria tão emocionante e envolvente, e se a maneira seria a apropriada. Leu enquanto sua barriga crescia trezentos anos de vida Berlioz, agora já podia recostar seu livro pesado na barriga e apoiar a leitura passaram-se quatro meses, estava indo para o oitavo  de gestação e estava acabando sua leitura, Dona Alícia lucrando muito pronta para abrir no centro da cidade uma loja maior e com quartos para todos, iriam se mudar. Nesta noite Beatriz fez todo seu ritual como também a casa inteira, após a leitura do que seria ultimo capitulo onde falava de sua mãe perceberá que ela era muito transparente e não escondia nada ou talvez não quisesse contar, mas isso a tranquilizou e novamente adormeceu agora pleno verão com poucas roupas o  ar  um tanto quente passava pela janela entre aberta e acortina dançava e chegava muito perto da lamparina e numa das vezes o fogo da lamparina lambeu a cortina, e rapidamente foi crescendo a labareda a menina grávida sentiu a noite mais quente e inquieta tentava dormir, seu quarto estava em chama e  na cozinha que dava para o quarto de Bia um dos garotos pegava água e percebeu de cara que uma fumaça inundava a fresta de baixo da porta e gritou histericamente com a voz fina que era da sua idade que mudava, e tentou abrir a porta e sua mão queimou, todos estavam embaixo quando virou, Alícia com um passo pegou um guardanapo e com a força de uma doceira que bate seus bolos entrou quarto adentro e puxou Beatriz que estava inconsciente , todos saíram da casa menos o menino que sentiu em sua alma o dever de salvar o livro que Bia tanto gostava. A casa estava em chamas e os bombeiros rudimentares da época tentavam apena conter o fogo, pois estava tudo em cinzas, elas viam o segundo andar cair como papel retorcido pelo fogo. O pior estava por vir perguntavam os vizinhos quem era aquela moça, que estava ali grávida e escondida. O falatório foi forte, Catarine que sabia que esse dia chegaria tratou de contar uma história fantasiosa, disse para quem quisessem ouvir que Beatriz era sua nora e que casará com seu irmão que foi violentamente morto pela guerra e que agora estava esperar um filho seu sobrinho. Caiu como uma luva houve quem perguntasse por que se esconder, para não dar todo esse falatório retrucou Catarine. Resolvido o problema Beatriz estava feliz por ver a rua e se sentir livre, agora Dona Alícia via hora de todos irem para o centro e ficar na casa que estava case que pronta precisando de pequenos detalhes, esperta pegou tudo de valor antes de sair. Pretendia alugar sua casa e fazer uma renda, mas não havia problema. Beatriz passou Quase que um mês conhecendo a cidade. E emagreceu e corou-se a face dando um ar de vida. A fama delas teve tal tamanho que a imprensa fez uma reportagem de capa com a foto das três. E rodou a Europa e chegou a seu pai que estava trabalhando uma fabrica refazendo sua vida. No intervalo  como de costume ele e outros colegas descansavam em um horário rígido,  um dos operários lia o tal jornal e estendido quase a frente de pé enquanto Pierre Berlioz sentado em uma poltrona , saindo de seu transe de frustração foca no semblante de sua filha. Foi uma linda emoção, gritou e contagiou a todos e logo sou o fim do descanso, guardou o sentimento e voltou a sua lida e quando terminasse daria um jeito.

















Capitulo 13

A carta.


Em sua pequena quitinete, sediada pela a empresa , eufórico o pai de Bia escreve uma carta de maneira rápida e sem rodeios e logo leva ao carteiro que ali iria passar e pergunta contos dia levaria , vendo a emoção do senhor disse que para ele levará dois dias e faria o Maximo para entregar, também sabia de sua história. Feliz Pierre volta para casa. E começa a contar os trocos para a passagem iria visitá-la, mas precisava deixar tudo em ordem no serviço, e  logo foi mais cedo ao serviço e deixou bem claro que se tudo desse certo voltaria com sua filha. Enquanto pegava o trem, sua carta chegava as mãos de Bia, e lia atônita:
Pierre Berlioz
25/09
Minha filha. Achei você!!
Estou em lágrima a te escrever me deu uma vontade louca de lhe falar, sinto que retomo toda minha família estando ao seu lado, espero que me perdoe, estou de coração aberto para acolherá ao meu lado, mando essa carta para que saiba que estou indo buscá-la, o carteiro está minha espera e logo estarei com você.
Um lindo e afetuoso abraço.
Após ler a carta, a menina Berlioz sentou-se e Catarine que estava perto se cobrir de curiosidades e perguntava o que houve.
Disse a menina meu pai ele esta vivo e vem me buscar. Dona Alícia que cuidava das contas sentiu um desconforto ao saber, pois perdia seu ouro, mas escondia com um ar de docilidade e mostrando querer o melhor a Bia, e ao dizer pensava que de fato mudou sua vida e merecia o melhor. Beatriz organizava suas coisas, todos traziam presentes e Catarine trazia um blusãozinha e uns sapatinhos pequeninos que cozera. Deram-se um afetuoso abraço e se demonstraram a quanto uma foi importante para outra. 23
Passou-se dois dias e nada de seu pai chegar e a impaciência tomava conta da menina. A roer os dedos, queimar tudo na cozinha, ao ponto de Alicia pedir para que ela desse uma volta. Bia com o enorme barrigão anda meio lenta pela praça e cansada resolve descansar num banco o dia estava primaveril, quente, porém com uma refrescante brisa. Como uma miragem ao longe ela avista um homem maduro com a silueta de seu pai, tem vontade de se levantar, mas pensa estar muito cansada. Ele vem se aproximando e a visão de Beatriz se torna mais clara, sim é seu pai. Como se tomasse força, do fundo de sua alma e perdendo o desanimo levanta num pulo e se precipita abraçá-lo com muita força e uma mistura de afeto e saudade e lágrimas que o contagia. Logo depois de toda uma conversa de desculpas e perdões ela decide levá-lo a conhecer a família que fez. Todos os cumprimentam, até os rapazinho de Catarine, que é agradecida por Pierre por cumprir sua promessa. Dona Alícia fica encantada com o homem maduro que é Pierre Berlioz e confidência a amiga Catarine, que desconversa e ajuda a moça a buscar suas coisas, prontos saem do vilarejo e pegam o trem.  24























 Capitulo 14

Adeus ao coração.

A viagem era longa, os três juntos, ela o bebê e seu pai. Beatriz estava perto de ganhar, agora pensava no pai da criança e enquanto seu pai a dormia começava agora escrever com uma caneta que havia ganhado de sua amiga Dona Alícia. Pensou muito no caminho e resolveu começar contando como conheceu o pai de seu bebê.
Escrevia:
Em uma de minhas longas caminhadas encontrei um homem forte, alto, loiro de olhos cor de mel, que estava no porto a fitar algo não sabia bem o que era, podia ser os pássaros marinhos, o mar, o céu azul naquele dia bonito, ou apenas as nuvens, aquilo me intrigou. Ele não me percebia, no entanto eu já tinha medido por inteiro. Não tinha a audácia de interpelá-lo e passei reto, porem o barulho das pedras que pisava lhe chamou a atenção. Ele me olhou com um olhar que se enche. E na minha língua perguntou se estava bem, disse que sim e agradeci. Ele me convidou para acompanhá-lo e logo aceitei. Andamos e conversamos como nunca tinha feito em minha vida, me perguntou onde morava e pensei duas vezes antes de dizer, achei que não teria problema, mas teve, chegamos e achei que ele iria me largar e partir, não queria conhecer minha família, achei impróprio, pois o conhecia pouco, fui vencida, ele entrou cumprimentou a todos e sem rodeios disse que queria namorar comigo. Fiquei rubra, e todos num alvoroço não sabiam que fazer, meu irmãozinho adora a ideia.  Ele ganhou a todos e principalmente a mim, namoramos por dias, meses e um dia ele disse que teria que se ausentar por conta do serviço ele era do exercito alemão e partiria num navio estava muito triste e senti que poderia ter meu primeiro amor com ele me deitaria com ele, o rapaz pesou, mas se entregou a mim. Foi uma noite linda, no dia seguinte ela partiu sem me dar adeus fiquei entre os lençóis desnuda com um de meus seios amostra a pensar nele, precisamente numa tarde perto de um morro onde ele observava o vento e se dirigia a mim dizendo, que se um dia tivesse longe e onde estivesse serenasse a mente e o corpo e lembrasse-se dele e um vento a inundaria o corpo esse vento é meu abraço, e com ele sossegaria sua saudade, depois me agarrou e beijou.
Neste momento seu pai acorda e pede a Beatriz um pouco de água, ela prontamente vai a busca, abre a cabine e vai até o bar, pede ao bar Man um pouco de água ele pergunta se precisa de mais alguma coisa ela  sorri e diz que não, em uma das mesas tem u casal brigando aquilo chama atenção de Bia por algum tempo.  Quando os dois a levantam se da conta da água que esta em sua mão e vai num passo forte até o quarto abre a cabine e seu pai está com as duas mãos ao peito e ela pergunta se ele esta bem ele não consegue falar ela tem uma preocupação muito forte e logo grita no corredor, “MÉDICO”. 26

















Capitulo 15

Fardo.

Sem sucesso Beatriz não encontra ninguém para ajudá-la, volta para cabine e seu pai esta quieto, ela se precipita para ver se este bem, ele imóvel, tenta acordá-lo imóvel. Não precisa ter noções de medicina para ver o que acontecia, ele estava morto. Chorava sobre homem batia sobre o peito e dizia que precisava dele, em vão. Logo apareceu curioso e um padre pronto para estremo unção. Botaram o corpo no ultimo vagão frigorífico. Beatriz agora estava voltando para sua casa, mais uma vez sozinha chorou a viagem toda lembranças, seguia em sua cabine, até uma moça que passava e ouvia abriu a porta e lê acompanhou até o final dando forças e mostrando que tinha alguém que dependia dela. Prontificou-se em lhe dar estadia dona de um hotel próxima a marina. Sentia que assim seria melhor. Chegaram ao destino, pegaram um carro e foram a ponto que seria o decisivo. Beatriz voltou a escrever, agora com muita força, tinha muito a dizer, quando seu pai foi enterrado sentia ela que ali estaria enterrado seu passado. Nas tardes adorava caminhar pela orla e ver o que seu amor via, pois acreditava que sabia. Com o tempo passando e eminência de nascer à criança teve uma ideia que parecia louca. Decidira ir embora num navio ir ao encontro de seu amor, sabia que ele tinha pegado um navio e que o lugar se chamava Brasil e que esse era o lar de sua ancestral, pediu a sua nova amiga que ajudasse ela achou muito arriscado, no entanto fez o pedido da amiga ser atendido. Contratou um médico e uma parteira para irem juntos. Sua amiga desejou sorte. E o navio partiu com Beatriz Berlioz.








Capitulo 16

Porto seguro.

Em alto mar Beatriz estava na proa do navio pensando e sentindo os chutes uma ventania passa pelo seu corpo, pensa em seu homem e em sua poesia, virasse pretendendo entrar e a água escorre entre as pernas pelo vestido. O parto tenta ser rápida de forma tranquila, o medico esta almoçando e não encontra a parteira, começa a ficar angustiada e histérica grita socorro meia dúzia de curiosos aparecem e um chama os dois.  Alguma coisa nela lhe da vontade de que antes mesmo de acontecer o parto que seja uma menina que ele espera.
Tudo corre bem no parto e Beatriz Berlioz da à luz a uma menina linda e cheia de saúde. Agora em seus braços a menina Bia da um sorriso lindo de mãe.
Passam três dias e já composta Bia esta a dar de mamar a sua filha e a pensar em seu único amor é um dia quente e num vento que passa pela escotilha e inunda mãe e filha, é o primeiro ar da manhã ele decide ali a chamar a filha em homenagem ao pai, que se chama Julio de Julianne Berlioz. Os dias passam e logo se avista o novo continente, em um porto não é claro o mesmo onde o sangue Berlioz miscigenado começou. 

sábado, 19 de outubro de 2013

Página

Mais um dia passou,
E meu prazer ainda te procura.
Uma noite e nada mais.
Espero sua ausência gritar.
Busco sua imagem no meu gozo.
Dito as regras do prazer.
Estou sozinho mais uma vez,
Teu destino encontra minha sorte.
E juntos vamos mais alem.
A era é essa, o tempo não mente.

Juntos numa rima pobre, todavia nobre.

Diáspora de mim

Supero tudo que um dia já quis
Espero a certeza de nós dois.
Encontro a alma que perdi.
Procuro o livro de minha história.
De novo a minha essência no seu olhar.
Te digo amor,
Não posso mais deixar passar.
Não posso mais deixar passar.
Dias perdidos para sofrer.
Lida de minhas manhãs.
Inverno tortuoso me persegue,
Enquanto eu busco você.
Acompanhe-me força,
Acompanhe-me coragem.
E mostre o caminho, foco brilhante.
Deixe-me alimentar meu corpo.

Memórias de um começo que não pode acabar.

A2

Cálida força
Fogo e acido,
Entre olhares desejo passa,
Entre as bocas o sabor se mistura
Hálito adocicado.
Força no olhar.
Tempestade de hormônios.
Seu sorriso me hipnotiza.

Desarmo, me vence.

My life

O azul do céu me deu  um branco e agora minha cabeça esta nas nuvens.
Aqui na terra apenas ouço questionamentos de uma certeza habitual.
Propago, pago.
E ainda estou sem respostas.
A pressão é grande, não é mais externo.
O interno me domina.
O espaço é vasto e minha dor devasta.
Diga-me quando você vai partir.
Diga-me quando você vai partir.
 E eu serei sua fração.
Então a negativa vai ter finalidade.

Liberdade então eu quero.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

...ao meu gosto

Sorvo o néctar,
Admira-me a beleza,
Mas seu sabor é o que procuro,
Diria que meus sentidos são esses.
Vislumbro como uma arte finalizada.
Encanta-me enche meus olhos,
Diria que assim seria meu ver.
As fragrâncias me alimentam me avisam e chamam,
Sinto o cheiro e me deleito em assim ser.
Mas você quer que todos os meus sentidos se agucem com sua presença,
Sei que somente seu toque já me provoca frenesi,
E assim me basto seu.
Venha me sentir.
Toque-me.
Goste.
Numa profusão  de sensações,
Deixe-me,
Assim, louco, animal, sedento...
Seja a falta e ocupe seu espaço.

Em mim em ti.

Parada

Fui às ultimas letras para proferir teu nome,
Gritei para critica,
Só queria provar mais um pouco de você,
Sabia de meu fim,
Seria meu anjo e com suas asas me protegeria,
Mas essa vida não foi feita para estarmos juntos,
Espero pacientemente a próxima...
Nem uma musica me segura, nada me prende a não ser nossa promessa,
Falta pouco.
Suas lembranças me deixam em pé,
Seu sorriso impresso no meu passado consola meu presente.
Passe tempo,
Me leve,
Leve,
Passe tempo,
Me leve,
Leve,
Sem apegos, sem receios...

Busque-me na hora certa.