Na horizontal...
Sinto meu membro, ele pulsa. Sua rigidez indicaria a necessidade, porém não é o que se constata. Uma intensa volúpia toma conta de mim, o órgão quase que pede para se desnudar das vestes, reluto... Por princípios, autocontrole, sentimentos revoltos, como saber? Intensidade. Vence e quase que involuntariamente metacarpos e seus amigos fazem a festa. O movimento é contagiante, o corpo agora como um todo entra na dança. Completamente pelado, de idéias, pudores, preocupações e movido apenas pela vontade. A única certeza agora é evidente, e nem a morte pode mudar.
O telefone toca, se esta tão perto, continuar é preciso... Ele continua a tocar insistentemente, no entanto nada mais é importante, talvez o desfecho, mas certezas perdem sentidos. O som vai ficando mais ao fundo, presente, todavia distante. Falece de todos os sentidos por instantes, já mais contáveis. Vida respira, o teto se mostra até mesmo com suas imperfeições. Pensamento traz à tona milhares de informações (não cabe quantificá-las ou qualificá-las) e o aparelho ainda esta lá a reclamar a atenção. Levanto com alguns passos, tenho o domínio da mensagem. Com algumas cordialidades e muita paciência tudo terminou rápido. Não quis comprar.
(T.P)
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