Na luta dura que labuta, nem sempre se encontra.
Na inconstância, meus brios, procuram acolhimento.
Insólito eu me encontro
E no ultimo suspiro, o movimento é sinal de vida.
Duas horas da manhã de sábado. Todos os pensamentos em desordem e a certeza é a única amiga que não pode vista-lo. O tempo se mostra o único portador da razão visto que emoção s e agarra as suas lembranças.
Homem, já com seus quarenta e tantos anos, encontra-se num estado lamentável, agonizando em meio a suas frustrações. Ao longo do dia vai se desenhado uma gravura de total apatia cuja única cor que se destacava é o marrom encardido dos móveis. O cenário pelo descaso e a falta de higiene, consegue superar o aspecto do homem. A existência da personagem que se destaca aqui se resumiu em uma viagem com algumas escalas que seriam da cama para o banheiro e percorrendo o corredor em direção a sala onde sua amiga tagarela o aguardava. Sempre com frases amigas em determinados horário do dia. Senta-se na poltrona, retira algumas migalhas que incomodam sua pele e coçam sua barriga pretuberante e desnuda.
Após uma cochilada despropositada acordado com um bom dia sua companheira falante que se encontra um pouco fora de sintonia.
Levanta, pensa... Vê um raio de luz sair pelas frestas da janela cerrada e libera sua mente e recria um mundo onde o certo é continuo e essa força lhe da energia para voltar , mas o que vê quando se vira é o espelho...
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