sábado, 23 de fevereiro de 2013

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Apoiada na janela de um prédio, no oitavo andar uma diarista faz sua limpeza coberta de riscos, enquanto isso lá em baixo um jovem rapaz passa pelo prédio e vai seguindo até o fim da rua. É um dia ensolarado, alguns pássaros afinam suas vozes. Uma pequena brisa acaricia as arvores que timidamente mexem seus galhos e folhas. Agora o garoto esta numa avenida, e a caminhada ficam mais cansativa, pois já andará muitas ruas num tempo curto, seu pique era forte. Agora faltava pouco ao longe se avistava uma pessoa conhecida.


Estava ele e uma garota. Conversavam sobre vários assuntos e logo chegou outra garota e mais outra e um rapaz e em poucos instantes aquele ponto em frente a um condomínio estava repleto de jovens. Nosso rapaz pedestre agora deixava amiga para encontrar com três músicos.

O rapaz e os músicos são os primeiros a entrar e lá dentro estão seus instrumentos, eles estão no salão de festa, regulam o som e fazem testes e tocam uma música. A galera do lado de fora canta junto os moradores do condomínio saem na rua e aparecem na janela. A banda nutriu um grande carisma. Eles tocam mais uma e todo sabem a letra e como um coro tudo vai se afinando e o nosso Rapaz canta com vigor uma canção de amor. Eram quatro horas da tarde, eles tocariam as sete até as nove e meia, para respeitar o horário de descanso. Todos sem nenhuma exceção curtiam os rapazes e isso fazia com que eles esticassem até as dez. O publico foi se posicionando como podia avia um bom numero de caixas de som. Enquanto não começavam eles batiam um papo entre eles e um o que cuidava dos negócios recebe um telefonema e o barulho não deixa escutar ele vão para um canto os outros continuam sem dar bola.

Sete horas em ponto alguns ajustes e tudo pronto o show começa o repertório deles e bem vasto, pois o cantor é um tremendo compositor. Apesar de o condomínio ser grande e ocupar um quarteirão o som era convidativo e vizinhança vinha ver. A banda hipnotizava, fazia alegria da galera, emocionava e de uma forma simples chamava a atenção. Nove e meia eles super energizados e o povo pedindo mais e se foram até as dez e finalmente acabou. As pessoas aos poucos foram dispersando. A moça veio até o rapaz e lhe deu um beijo felicitou pelo ótimo desempenho e abraçaram os outros. Muito trabalho agora para guardar toda parafernália. Onze já tavas tudo pronto. Uma pequena combi levava todos os instrumentos e os quatro. Eles estavam indo para o interior para uma apresentação paga. Adrenalina a mil e muito que conversar o caminho era longo já estava bem escuro. O baterista dirigia e era ele que tinha recebido o telefonema e achou que seria um bom momento para comentar. Cambada eu recebi uma proposta de uma gravadora eles nos querem disse o baterista. Todos ficaram numa alegria, mas o Cantor quis saber: Quando tu recebeste essa noticia? Antes de nós tocarmos respondeu o baterista. Criou-se um clima com bate boca entre todos os envolvidos, por que não era a primeira vez que o motorista da banda escondia coisas dos outros, teve uma de varias onde ele conseguiu um cara que cuidou da capa das “demos” e o pessoal já tinha escolhido um e no final ele venceu, pois ele é o melhor financeiramente. Naquele momento a indiguinação havia vertido água todos os argumentos se cessaram quando proporão o fim da banda. O motorista tinha perdido rumo e mesmo assim continuava em frente.

O silêncio persistia e já estavam muito próximo.



Um caminhão com o carregamento de pedras de alvenaria vinha do lado oposto com um motorista que já havia andado por mais de dois dias sem dormir. O veiculo era pesado e ficava mais difícil de controlar e para finalizar o motorista desmaia. O caminhão perde o rumo.

O baterista vê de longe o caminhão e vira para o cantor que esta no carona e pede desculpas e tenta reabilitar a banda e vira para trás falando com os outros e vem com uma história de que agora vai dar certo que todos nos conheceram que a fama os espera o cantor volta atrás e eles empolgados se abraçam e o baterista se vira e diz sua ultima frase “A fama nos espera” e o seu semblante muda e o caminhão os atravessa.

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