VERSÁTIL
(Novela 2)
VERSÁTIL
Sou homem, provo...
Experimento a vida e sei o que quero.
Não importa.
A mim importa o que é de direito que foi conquista
minha.
Tive atitude de homem, integro; humano; viril.
Prefiro...
E o que gosto me da liberdade.
Sou por inteiro.
Posso dar e receber.
E sei quem merece minha atenção.
Voyeur.
Seja masoquista e apenas platéia.
Cada um sabe o que pode
em sua vida.
Eu faço de tudo, se quero.
Com uma das mãos aperta a bisnaga e
com a outra lambuza os dedos sem parcimônia. Olha na claridade da TV e
lubrifica bem o local. Tudo dá desejo e o membro está vivo e vigoroso. Seu
parceiro se certifica de que vai entrar e coloca dois dedos. Começa...
Nasce ás três da manhã, é menino.
Veio
ao mundo...
Poucos familiares e logo já estão em casa, sim parto
normal.
A mãe é uma atriz conhecida regionalmente e fazia
uma peça onde interpretava uma princesa francesa. Agora cuidava de seu príncipe
em quanto dava um tempo dos palcos. O pai, funcionário publico de uma
repartição.
A mãe Belinda tem muitas vontades frustradas, queria
estar nos palcos, achava muito cedo para engravidar, e queria ter apenas uma
menina. Já o marido Álvaro sempre a pressionava e tinha do jeito que queria.
Ela em casa, cuidando de seu filho homem.
Belinda começou a ter desconfortos com a situação
que se encontrava, parou de amamentar a criança, que chorava ainda mais, sentia
que não tinha o controle, e nem aquém recorrer. Ela estava surtando. Ao ver o
descontrole da mulher e a pouca informação e quase nenhum contato com
familiares o marido decide contratar uma babá, era meio oneroso, porém foi à
melhor maneira de resolver. Vendo que teria a moça para cuidar de seu filho
Belinda volta rapidamente aos palcos. Assim contribuiria para o orçamento da
casa. O garoto vai crescendo assim como a carreira da mãe. Seu nome, Mario em
homenagem o seu avô que construiu o primeiro teatro da cidade.
A vida seguia e se passavam 10 anos e Belinda Paz,
nome artístico, estava em carreira nacional. Seu marido juntamente com a moça
que cuidava permanecia em sua rotina.
Belinda passava a ser muito cobrada, novamente a
pressão a assombrava ao ponto de recusar um filme e se recolher a uma clinica.
Após deixar o retiro volta para casa e passa mais tempo com o filho e depois de
mais de 10 anos a babá é dispensada. A partir desse momento ela se torna mãe e
dona de casa, quase que se aposentando. Só que as insatisfações deixam-na um
pouco fora da realidade.
Como mãe Belinda é exemplar, na alimentação, no
cuidado, carinho e educação e como mulher se sente mais presente e Álvaro está
muito feliz. Porém ela começa a tratar o filho como menina em pequenos gestos,
brincadeiras, e lugares onde o leva como o balet. O pai no começo não ligava,
mas percebe que o menino já entende e sente constrangimento, mas fica omisso
com medo de perder a mulher.
Mario cresce aprendendo a entender sua mãe e a
curtir a maneira como as coisas aconteciam, já sabia se defender dos olhos
maldosos e nem por isso deixava de ser um rapaz afeminado e tiveram muitas
namoradas que quando chegavam a sua casa eram tratadas como amiguinhas por sua
mãe Belinda.
Dos 17.
Certa vez
Mario com 17 anos, lindo e viril apareceu com uma namoradinha que estudava
teatro e logo de cara reconheceu Belinda e a tietou a noite toda. Depois do
jantar Belinda diz a Mario que comprou uma bolsa feminina e brilhosa. A menina
acha linda e pergunta se é para ela, a mãe a repreende e diz que é de seu
filho. A namorada do rapaz fica sem entender e Mário diz que sua amiga vai
dormir com ele Belinda titubeia, mas o pai Álvaro concorda e diz a seu filho
para se prevenir e comportar-se. A mãe da uma risadinha e sai da sala e seu pai
logo atrás. O garoto já havia trazido outras garotas sabia dos riscos, e logo
foi explicando e preparando a garota para o quarto. Ela acha muito estranho,
sentiu pena de Belinda e diz que vai avisar seus pais que esta tudo bem e que
vai dormir numa amiga, típico. Quando se vira e a porta se abre, fica
apavorada, O lugar é muito feminino carregado no rosa, mas de uma menina não de
uma mulher, e sim havia coisas de uma adolescente ela fica impressionada, mas
brinca dizendo que vai querer tudo emprestado e ele sedutor diz que começaria
com os lábios.
Amanhece, fim de semana a menina se acorda e vai até
a cozinha e toma um copo de suco e Belinda a encontra e pergunta:
- que você faz com a roupa de meu filho? E a garota
responde naturalmente que ele a emprestou. Detalhe era uma camisola.
Ao chegar ao quarto ela acorda o rapaz e conta o
caso, as gargalhadas e da um beijo e pergunta se ele já usou alguma coisa que
estava ali. Ele ri de canto de boca apertando os olhos e dizendo:
- Por que, você quer que eu use? Ela dá com o
travesseiro nele e o beija muito.
Definições.
Começa a semana, de provas está no fim do ano letivo
e é o ultimo ano na escola. Mário tem como preocupação maior seus estudos para
o concurso para entrar na faculdade que deseja. A menina ele até deixou de
lado, tanto que ela decidiu ir investir num novo. Na escola está tudo certo, já
estão passados sempre muito objetivo e competente no que faz.
Duas semanas depois a formatura e o alivio de uma
etapa cumprida. Seu pai e sua mãe radiando alegria e admiração quando ele subiu
ao palco, fotos, muitas fotos. No final seu grupo foi festejar em uma boate e
Mário voltou para casa com os pais. Precisava estudar, faltavam dois dias para
o teste. No primeiro dia foi bem tranqüilo estava com boa concentração havia
deixado o celular no silencioso, porta do quarto fechado rendeu bastante. O
ultimo dia já estava mais desgastado, sua mãe lhe trouxe um lanche no meio dos
estudos ele agradeceu trouxe o rosto dela para perto do seu e deu um beijo
afetuoso. E ela o olhou como que a observar uma obra (feita por ela) e disse
vendo que o cabelo dele era curto.
- Você podia deixar o cabelo crescer, daria para
fazer muitos penteados. De maneira seria e investigativa. Ele a olhou e num
sorriso disse que iria pensa, mas que agora precisava continuar que estava
fazendo.
A prova era no outro dia e quando ele se deu conta
já eram 23h16min e percebeu que não tinha tocado no lanche. Resolveu come-lo e
ir se preparar para dormir.
Existem tantas listas que aprendemos, e quando tem
uma onde nosso nome está e isso significa que todo esforço valeu a pena, é
muito gratificante. O filho único de Belinda vai até a universidade como se
fosse um ritual na frente dos muros das faculdades procurarem por ordem
alfabética. “M”... Mário da Rosa Paz, Aprovado para o curso de Publicidade e
Propaganda.
De começo o curso foi puxado, tinha muita coisa
nova, porém logo o rapaz foi se adaptando e melhorando o desempenho, claro que
sempre tinha algumas cadeiras mais difíceis. Em casa estava tudo em paz e no
normal que ele já conhecia. Existia uma inquietação, ele queria se tornar
independente rápido, e de todas as formas buscou uma maneira de conseguir um
emprego, na sua área, pois queria que fosse assim. Não lhe faltava nada em casa
e tinha todas as liberdades, há pouco tempo atrás havia tirado a carteira e seu
pai praticamente deu o carro de sua mãe que quase não usava.
Trampo.
Mário tinha
intimidade com o curso. E como uma relação publica vendeu sua mão de obra tinha
ainda muito tempo pela frente para seu primeiro estágio e ele insistente
conseguiu através de amigos importantes uma colocação em uma grande editora.
Já de cara ficou bem intimo de todos e confortável
na posição que ocupava. Ele se destacava de todas as formas, Jovem, Atraente,
Competente, e muito mais... O emprego começava a render tanto que ele decidiu
alugar um AP, sua mãe fica louca. Sente um medo muito grande, não de sua
independência, ou de como ficará de riscos, não, se medo é de mudanças. O pai
de Mário á acalma e a convence. De lá ele leva somente o que ele realmente
usava e apenas uma caixinha de musica que Belinda Lhe deu.
Ao deitar pela primeira vez em sua cama de casal em
seu quarto de seu apartamento o garoto sente como se tivesse crescido e
conquistado um respeito próprio e como num vídeo game alçado mais uma fase.
Tudo caminhava para dias de rotina, mesmo saindo com
amigos, tem flertes, visitando os pais sempre religiosamente nos fins de
semanas. E em alguns momentos era tão corrido que passava meses
solitários.
Começava a notar que, por exemplo, em seu curso
havia mais homens que mulheres, e que às vezes uns deles tentava fazer contato
visual, mas não para amizade. No seu serviço também tinha muito isso, mas era tranquila tava acostumada com a ideia.
Primeiro contato.
O começo de tudo se deu quando resolveram mudá-lo de
área, Agora passaria atuar no editorial de uma revista “Gay” muito conhecida e
conceituada. Logo quando foi feita a proposta ele teve um excesso de riso e viu
a seriedade de seu chefe e logo ficou tenso e com um a sensação de dor de
estomago. Viu como uma promoção e experiência e realmente ganharia mais. Estava
no ultimo ano da faculdade. Pensou com diploma faria o que quisesse.
O universo que desvendou foi muito estranho no começo,
mas a curiosidades aos pouquinhos o interessava sempre eficiente pesquisava e
tornava-se um conhecedor profundo. Havia todo tipo de foto das mais
sentimentais a totalmente pornô. Ele avaliava, e lá no seu inconsciente uma em
especial ficava rondado seu intimo.
Uma noite ele foi para casa e ao pegar no sono senti
um toque e abriu os olhos e era o cara da foto daquele mesmo jeito o olhando
passando a mão no sexo de Mário chupando seu pescoço com vigor deixando o rapaz
desnorteado, arrepiado e num susto ele acorda e está todo melecado, sim ele
tinha gozado.
Aquilo o incomodou por semanas, tinha medo de dormir
e passar por aquilo de novo, medo ou... Vontade. Daquele dia em diante começou
a ver os outros homens de outra forma. No começo tentava esconder de si mesmo,
mas não adiantava.
Sentiu que precisava de muitas mulheres, para que
isso se passe , ficou com ex, peguetis, feias, onde tivesse a oportunidade ele
iria atrás. Sua ultima parada foi numa Casa de Prostituição, com “stripper” e
tudo. Foi à noitada, iria gastar o que lhe sobrou do salário que agora era
maior, escolheu a mais com o bom uso da palavra GOSTOSA e foi para um dos quartos.
Olhou bem para ela se desnudando e ele já se camisa abrindo a calça e deixando
a mostra sua cueca clara que se contrastava com a calça e sua pele branca e
lisa de pelos. Aquela visão deixou a moça mais excitada ainda e logo pronta
disse que se ele estivesse pronto que viesse. Nu com membro ereto pôs a
camisinha e foi.
Saindo porta fora como raio e uma mistura de raiva e
decepção ele foi embora.
Dias e dias de trabalho, rotina...
Uma nova funcionária entra e passa a cumprimentar a
todos dizendo o que faria e que é mulher do Chefe de Mário. Ao vê-la fica muito
encantado ao ponto de ela perceber e ser recíproca.
Uma tal Cátia.
O nome dela é Cátia e ela trabalhará no departamento
de pessoal.
Todos os dias sempre que podiam os dois trocavam
olhares, e na ultima festa da empresa eles ficaram mais íntimos. Para ser exato no banheiro da empresa.
A partir daí crio-se um caso nas costas de seu chefe,
com direito a motel, na casa de Mário, até na casa dela numa de muitas viagens
do chefe. Mário tinha até esquecido suas taras.
Chegou a formatura de Mário e finalmente ele será
graduado e sempre com pensamento de crescer mais, muitas pessoas vão para
prestigiá-lo, principalmente do mundo gay no qual ele fez muitas amizades e lá
está Cátia com seu marido, mas com um brilho
incomparável, seus pais também orgulhosos .
A única coisa que mudou até o momento é que acabará
a faculdade.
Mario entra em férias e decidi viajar para praia, Cátia quer ir junto, mas ele diz que quer ficar sozinho pensando, logo ela
indaga que ele tem outra. Ele nem responde e sai, chega a casa arruma as coisas
e vai para praia. Precisa pensar no que vai fazer de sua vida vem a ele aqueles
pensamentos eróticos com homens. Ele esta na casa da família de praia, é
inverno tudo deserto, tem vontade de ligar para uma das muitas mulheres de seus
contatos.
Deitado no sofá da sala que da para um porta de
vidro ele fica a pensar, e novamente o corpo masculino lhe chama atenção ele
quase que consegue visualizar, não agüenta sua bermuda quase explode , muito
tesão e ele se masturba como um adolescente que está se conhecendo, imaginando
a todos que vira até agora como se
folhasse uma revista. Senti um prazer que a até então nunca sentirá teve o
ímpeto de ir mais longe, enquanto uma das mãos o masturbava seu pênis a outra
acariciava seu ânus, sim ele queria sentir-se por completo. E num gozo de um
jato que passou o pescoço e continuo grosso. Sua sensação foi de um prazer
inacessível.
De volta, um mês de muitas descobertas, Cátia o vê
passar e percebe algo diferente nele e sente mais raiva e ciúme. E por dias eles não se falam.
A mulher transtornada decidiu se vingar e pedir ao
marido que o demita, assim sem motivos e enfurecida. O marido de começo acha
estranha e tenta achar uma explicação lógica, ela diz apenas que esta mandando
e sai porta fora.
A primeira vez...
O chefe de Mário pensa por alguns instantes e
percebe o que se passa como o mais óbvio, pede ao rapaz que precisa ter uma
conversa em particular com ele quando todos fossem embora. Mário imagina uma
promoção, sente uma felicidade.
Já bem tarde e o chefe Carlos esta em seu escritório
e Mário em sua mesa. Vê-se que noite na janela, o relógio de pulso do rapaz
quase grita no silêncio.
Carlos o chama finalmente, sobe as escadas e entra porta
adentro, Carlos diz, por favor, tranque.
O chefe começa perguntando como ele vem se sentindo
na empresa, se tem um bom convívio com os seus colegas, se tem se incomodado,
tem tido muito trabalho, como foi às férias e por ai vai...
O garoto responde da maneira como pode.
Carlos vai ao ponto, de ma hora para outra. Você
estava dormindo com minha mulher?
Tensão total.
Sem respostas.
Mário está sentado, e Carlos levanta da onde está e
vai até ele, olho bem nos olhos e faz a mesma pergunta, Mário atordoado sem
saber o que falar sem saber o que vai acontecer.
Carlos se aproxima do rosto de Mário como
enfrentamento e um olhar sério e o beija, segura sua cabeça e força, Mário no
primeiro momento aceita depois reluta e aos poucos se entrega. Muita língua,
respiração profunda, saliva, puxões de cabelo e entrega total. Eles tiram a
roupa e o Chefe assumiu a posição de passivo. Mário não deixa penetrá-lo.
Agora Mário tem além de muitas colegas que já pegou
seu próprio chefe. E uma porta aberta para um novo mundo, sentir o vigor do
mesmo sexo e suas experimentações.
Como um mecanismo que se aciona e liga. Logo pensou,
já tinha papado todas as mulheres do seu trabalho agora terminaria serviço, com
uma risada safada pensa no assunto.
Novidade.
Tem em seus dias uma rotina calma como se o novo
interesse não incomodasse, com muita sutileza buscava ver o que cada homem lhe
chamava atenção. Nessas furtivas buscas
que ao longo de um tempo fazia, deixou exposto a quem realmente entende desse
lado e que realmente se lambuza do mesmo doce. Detectado, e quase atacado
recebe uma cantada. Discrição e atração foram duas combinações explosivas.
Sentiu quase como estivesse no clímax de algo que ainda não havia conhecido.
O rapaz de uns 19 anos que leva a encomenda da
empresa aos funcionários chega perto dele logo que vê a forma com que ele
observa todos e com a certeza num tom de brincadeira e direcionado só a ele e
comenta:
- Também gosto da visão... Com um olhar sensual e
numa piscada ingênua.
Mário fica sem reação, finge estar distraída e
balbucia:
-Oi?... E diz que sim, que tinha mulheres lindas e
que já sabia muito bem os seus sabores.
O garoto então diz que ele também, mas que estava
afim de novas experiências e indaga a
Mario:
- E você não?
Mário tem a sensação de estar em um precipício com
medo de cair, rapidamente diz ao garoto que vai ter que voltar ao trabalho,
porém ao se virar pensa segundos e voltasse ao garoto e o convida para uma
rodada de cerveja depois do expediente, o rapaz aceita de cara e com um brilho
nos olhos volta para seu carrinho de encomendas e continua as entregas.
Motel, e sua segunda experiência reforçavam e
consolidavam a vontade era saciada. Passou a prestar a atenção a quem se aproximava,
cada vez mais principalmente do sexo igual, não deixando o oposto na mão, mas
sentia que o que fazia tinha uma força e um gozo diferente no sexo homo. Queria
manter o caráter hétero, não pelo preconceito, ou o conflito sexual, pois
estava em descoberta, queria descrição e isso o excitava, tanto que todos os
colegas e um grupo diverso com quem trabalhavam é gay. O que tornava
complicado. Precisava descarregar essa força que invadia seu corpo e o enchia
de excitação. Nenhuma mulher saciaria um
desejo como se quisesse voltar às origens, entrar num portal a semente que
brota.
Começou a frequentar o mundo virtual, com a certeza
de que seria seguro e empolgante e se sentisse que a pessoa era segura e
preservaria sua identidade, marcavam e se encontravam em lugares públicos. Para
ele a estética era secundária, mas sabia escolher e tinha sempre um biótipo.
No serviço todos sabiam de todos, mas ele mantinha
seu statos já que seu chefe não iria ser expor e o rapaz Pedro de vez em
quando se encontrava com ele, como uma “foda” fixa não era sempre que ele
encontrava então Pedro fazia a manutenção de sua tara.
Durante toda essa busca ele nunca se envolveu
emocionalmente, nem mesmo com Pedro com nutria uma amizade e ao mesmo tempo uma
frieza quando necessário o que loucamente excitava o garoto e os mantinham
juntos.
Tiveram diversos encontros ao ponto de em um mês ele
encontrar 28 pessoas, em um dia em suas férias ficar com três em um dia. Até determinado momento ele ficava com um de
cada vez, no entanto suas investidas foram lhe mostrando idéias novas que logo
foi incorporando como a expressão “A2” já era pouca, ter três pessoas no mesmo
lugar era mais atraente e logo virou uma orgia. Sempre com a ressalva de que
ele nunca dava (ser passivo).
Ele em um ano já não tinha mais opções que pudessem
escolher sem esbarrar na sua descoberta, Pedro já estava cansado da situação
até ele estava mudando.
Cátia por Cátia.
Em sua obsessão queria viajar e buscar outros
lugares mais seguros, porém seu prazer secreto esta vulnerável, alguém sabia e
estava disposto a abrir o jogo e talvez chantageá-lo alguém amargurada, mal
amada, renegada, excluída por Mário.
O elevador do prédio esta vazia e Mario entra e
distraído aperta o botão do torreio e quando a porta quase se feche numa
atmosfera de suspense entra a mulher de seu chefe como se fosse o “Huk” dos
quadrinhos e ao mesmo sensualmente coma uma cobra entra. São dez andares eles
calculo a tensão de os dois não se falarem e no quinto ela deixa escapar o nome
de Pedro. Chega até o térreo o elevador ela sai com se estivesse no clipe de
uma das divas. Fica claro que ela sabe e que no dia seguinte ele precisaria
manter o silêncio dela e vai para garagem do seu carro e martelando até o dia
seguinte sobre o que faria.
Pausa para o café, Cátia está muito confiante e ao
mesmo tempo compenetrada mexendo o adoçante que se mistura com o café forte e
quente, girando pausadamente para um lado e o outro sentindo chegar Mário e de
costas vira-se quase como se intuísse.
O intervalo tem 30 minutos ele é objetivo e pergunta
o que ela quer e ela diz:
Somente você, mas ela não tem olhar de apaixonada,
ele a machucou. Uma mulher vingativa tem sempre seus poderes de mulher bem
aguçados. Ela conta como descobriu, Pedro estava deprimido num canto e ela
ficou preocupada, ele não disse nada.
Depois ela o viu num bar com Pedro, e com o tempo começou a observar os
dois e teve a certeza quando descobriu que Pedro era gay numa das redes sociais
que fazia parte. O verde jogado foi a tacada final. E Cátia sentia que pela
preocupação de Mário tinha uma arma em suas mãos. Ele enraivecido se contendo o
que quer. Todos saem e vai para seus postos, fim de intervalo. Antes de sair
ela diz me encontra na garagem.
Fim de expediente...
Ele desce um pouco depois de todos. O elevador ta
quase fechando e consegue pega-lo está vazio, procura por ela e nada, se irrita
e vai para seu carro abre a porta e entra, quando vai sentar no banco tem um
susto ela já está lá dentro. Cátia tem um olhar doce que chega dar medo, ele
pergunta:
-Como conseguiu entrar sua louca. Ela responde:
-Você sempre se esquece de por o alarme... Bobinho.
Mário fica mais irritado ainda e diz de uma vez:
-O que quer...?
Cátia a manda ligar o carro e dá a direção, a casa
de Mário.
Eles sobem, e entram. Ela fica de pé ele senta na
sua poltrona. Mário fala qual seria o preço do silêncio. Ao ver naquela posição
máscula tem vontade, mas tenta focar. Diz:
- Quero saber tudo que tem feito com detalhes, e ele
numa risada quase que orgástica comenta:
-Você acha que lhe darei provas. E com as mãos no
rosto ele balbucia algo do tipo “eu mereço”.
Segredos.
Ela fala sério temos um segredo quero fazer parte
desse segredo. Ele tira a mão dos olhos e pensa e olha-nos dela e diz:
- É só isso que você quer? E imagina que ter uma
confidente será interessante. Cátia tem um tremor com tal pergunta e se segura
novamente e diz
-Sim, por enquanto.
Depois da aquela conversa os dias no seu trabalho
pareciam mais calmos, até a vontade desesperadora parecia lhe dar trégua. O
rapaz das entregas estava namorando, Cátia e seu chefe pareciam mais amáveis.
A primeira história que tinha contado seria a
decisiva para sentir se ela estava preparada para as outras. Disse que seu
primeiro parceiro homo foi o marido de Cátia assim com estas palavras. Ela olho
como se apertasse os olhos e intuísse dizendo que até sabia como sucedesse, nas
palavras dela, ele veio tirar satisfação de nosso caso e sentiu excitação e deu
para você e Mário respondeu afirmativamente. Cátia diz agora sabe por que o
traia ele não vale uma linha de propaganda.
No trabalho a mesma monotonia, às vezes aparecia um
modelo, um cliente ou funcionário novo que Mário trava de fazer o cadastro de
qualidade. Sempre que dava pegava e agora tinha como aliada Cátia, que teve no
começo o ardor de mulher, após os acontecimentos tornou-se amiga com ressalva
de dar-lhe uma lição, mas terminaria como uma mãe que protege em suas asas.
Enquanto o dia ia passando ele se preparava para
levar no final do expediente sua colega e confidente para sua casa para uma ou
duas horas de sua biografia sexual.
Eles ainda estavam na fase do entregador da firma,
um rapaz muito carente como os dois confirmam na cama ele era bem safado, pele
bem branquinha e tinha minha altura 1,80 cabelos lisos, e dizia Mário que ele
adorava quando eu agarrava-o pelos cabelos e vazia sorver meu membro pulsante.
Continuava dizendo que ele era um dos poucos que me fazia ejacular dessa forma.
Tinha uma bunda magra, mas para Mário era indiferente. No entanto tinha preferências, Cátia queria saber tudo. Disse apenas depende ( Já que estava muito restrito
para abrir possibilidades) ,Com dois é bem excitante. E foi contando até o
momento que terminou o envolvimento raso com o garoto do trabalho e ele
arranjou alguém. Nesse momento ela pergunta-o e você em algum momento vai
querer ter alguém. Mário diz:
Sou bem jovem, tenho como referência meus pais que sempre estiveram juntos e tenho
certeza pela transparência que eles sempre mostraram de que isso é possível.
Transo com homens por prazer, é como um punheta com a Judá se me preocupar se
isso me tornará um rótulo, mas nunca tive sentimento de forma gay estudei muito
assunto e deu uma risadinha sabendo ambos onde, que parte do jornal ficou muito
tempo. A senhora fica meio confusa se isso seria possível, e pensa em perguntar
se sua curiosidade saciada o levaria a uma nova busca, ou se ele se sentiu
influenciado, porém ao ver os fatos a pergunta mais óbvia é se ele já deu?
De maneira ríspida o rapaz diz com toda a convicção
que possa existir dentro dele. Categoricamente, NÃO. Isso a preocupa, mas não
transparece.
Mário Diz que muitos tentaram e nunca aconteceu. Num
sorriso triunfante.
Cátia diz, ah é... Com um sorriso que fechava um
olho e deixava o outro bem exposto.
Deixo que prossiga com o próximo, Olhou para o alto
e coçou a cabeça. E retratou:
- Esse foi um arreto na gira seriam somente os
preliminares. Beijamos-nos e nos esfregamos e logo fui me preparando para
comê-lo, não sei se ele ficou com medo do tamanho, mas quis que fosse só arreto
e que no final nos masturbássemos juntos, pensei que talvez fosse uma nova experiência
entrei na dele e foi muito bom, repeti algumas vezes e utilizo caso o cara
esteja com problemas para acontecer o ato. Esse era de 1, 73, cabeça raspada,
olhos bem azul ele era atlético a maioria. Encontrava quase todos na net.
(internet).
No final da conversa pelo tempo passado eles se
despediam com um abraço e um beijo de respeito.
Dias se passaram e sempre ficava àquela hora de
contar suas empreitada e Cátia de ouvi-las, agora ele contava uma do passado e
deixava a par do presente.
Novamente na casa de Mário tomavam um vinho suave
tinto e muito bom, enquanto ele relatava de um rapaz que fora a sua casa
conversaram tranquilamente e foram para o quarto e na cama ele se deita e tirou
a roupa e viu o rapaz Mário tirar a sua quando os dois se tocaram o garoto
gemeu e logo gozou, Mário olha com uma cara de dó para Cátia e diz “como pode”
ele da risada. E logo diz que conheceu um ator famoso de uma novela, diz:
Como você sabe por aqui tenho aos montes, bom eu não
vejo nenhuma e nunca o vi deve ser figurante, mas bem apetitoso para o que
quero.
Cátia perguntou o nome ele como sempre não se ligava,
mas tinha anotado no celular, ela olhou e imaginou alguém e a única pessoa era
muito conhecida não podia ser.
Continuaram a conversa e ela perguntou e mulher
continua procurando? Disse que só tinha Cátia como alguém para relação. Ela
sentiu o sol brilhar mais forte perto de si e a certeza de que estava como
queria. E não sente mais falta do corpo feminino, ele a olhou e disse que sim
com olhar que se aproximava da sua boca perto do rosto. Ela reluta, mas como
sempre foi se rende aos encantos de Mário.
E agora além das histórias passadas e futuras ainda
há Cátia com todo seu fogo e um sentimento sublime pelo garoto.
Dois dias se passam ela esta de férias e resolve
chegar à casa de Mário e vê ele com outro, não tem ciúmes e sim uma
curiosidade. Chega bem perto na tentativa de cumprimentá-los, mas ele s entram
no carro. E ela consegue ver bem o rosto sujeito, acha familiar. Frustrada
volta para casa que por sinal não tem nada para fazer, liga a TV e já passa das
9 horas fica entretida com a novela quando aparece um dos protagonistas ela leva um
susto. O ator é podre de famoso e assumido a qualquer momento Mário seria alvo
de paparazzi.
A vontade dela é de protegê-lo, e outra parte quer
que ele seja feliz. Ligam para ele eles ainda estão no carro. Conta tudo
pedindo que vá para um acostamento. Ele se sente Traído por não serem avisados,
eles estão numa via publica e Mário bota o ator para fora sem explicação e
ainda canta pinéu ele fica sem entender. Liga para Cátia e pede para ela o
encontre em sua casa.
Prontamente ela está lá em frente ele sobe e
agradece da forma que sabe, com calor, amasso, muita saliva e arrepios.
Teve uma vez que ele foi à casa de um cara que na
Cam (câmera de vídeo ) que parecia bem atraente e normal na visão do que já tinha
visto para se encontrar. Chegou e o que encontrou foi um cara com maquiagem, e
vestido de mulher. O impacto foi tão grande que ele brochou só na porta, estava
em descobertas ativa, então entrou e conversou um pouco e viu se valia a pena
tentar e realmente ele sabia ser ativo e ficou feliz por eu não ser passivo,
ele olha para Cátia e ri e diz:
-Você sabe por quê...
Sem parar
diz:
-Bom no presente agora estou atrás de um bombeiro
que conheci que diz ser capaz de apagar meu fogo. Ele é que nem eu. Cátia retruca perguntando como assim ele pensa igual, não se sente gay, apenas gosta
de comer. E como vai ser diz sua amiga, os dois comem. Ele sorri serei seu
primeiro. A amiga diz e vai ser sua primeira vez? Ele fica tenso e deixa
vazar... Tenho medo.
Teste.
Quer testar comigo? Diz de maneira doce.
Ele fica pensativo como quem escolhe algo difícil e
importante.
Para Cátia aquilo era contra a tudo que tinha
proposto ele a cativa e desmanchava todos os seus planos.
Ele pergunta como faria, e se seria delicada?
Sua amiga o abraça e afirma que quando quiserem
podiam tentar. Mário diz agora!
E quer saber como seria? Vai até a bolsa e tira um
negócio enorme. Mario arregala os olhos e cai na gargalhada e Ele séria fica
segurando. Ele ainda diz que é muito grande. Cátia diz que abrirá caminhos e os
dois caem na gargalhada. Bom não havia clima e tava na hora do encontro ele vai
ela manda beijo e fica na casa dele, pois seu marido esta como sempre viajando
e ali ela se sente bem.
Como ele era um extintor, ela diz como assim depois
de tirar o lacre da uma duas e acaba.
Cátia caiu na gargalhada como se não pudesse mais
parar. E ele pergunta como ela está? Ela diz:
Estou bem. Por quê?
Só para saber, apareceu alguém, sua mãe ligou e
disse que vem a sua casa co seu pai no fim de semana. Mário fica indiferente e
diz que vai tomar um banho e pergunta a Catia e você vem? Ela o olha e se
dirige para o banheiro primeiro e já deixa no ar pergunta ainda virgem do
bumbum e da uma risadinha. Mario sério responde que sim. Mudarei isso já
responde Cátia determinada.
Banho, Camisa descoberta mostra o dorso nu, a calça
fica em evidência e a salinense mostra que seu pulsante segue sabe onde estar,
pura atração, ela tira o sinto e como se decolasse da calça atira ali mesmo, a
calça cai e fica na altura dos joelhos sua sunga é branco com manchas e um
pouco úmido ele logo se desfaz para o nu. Ela tem apenas um vestido que, cai
como uma luva, em seu corpo curvilíneo. Tira com facilidade, pois é um tecido
gostoso, logo só sutiã e calcinha, trabalho para ele que se excita muito,
prontos nus.
Box, ducha, dois corpos e tudo que sabe se propõe
até mesmo o popular “fio terra”, mas ela quis começar com o beijo grego. Ele
reluta para não mexer, sabe que é bom, deixa. Aos poucos ela vai agradando como
se soubesse o que um homem realmente quer e finaliza com o dedo, o prazer era
tão grande e concentrado quase não sentiu na segunda ele a segurou e se
entregou e ela o penetrou enquanto ele se masturbava e foi intenso e que ele
gozou forte e Ela também sem ser tocada.
Os dois na cama ainda respiravam fundos como uma
corrida longa subindo uma ladeira.
Mais Um.
Após esse ocorrido os dois deram um tempo, até mesmo
das conversas, ele nem procurou outro cara, por pouco tempo em um de seus
inúmeros sites de buscas tinha uma mensagem de um homem que era versátil que dizia
coisas do tipo “Quero te mostrar o quanto é bom quando é com quem sabe” Isso
chamou um lado danado da descoberta, conhecia a propaganda e sabia que o que se
diz tiver 0,1% de verdade já ta valendo. Manteve contato o viu melhor no
computador. Marcaram na casa do versátil, era do outro lado da cidade, no
entanto o GPS resolveria.
Morava numa casa enorme, apertada a Companhia logo
ele pareceu, viril, cabelos lisos caídos dando uma moldura a um rosto perfeito,
bem de físico. Logo que entra tem uma enorme piscina e um jardim sobe umas
escadas e esta na porta, dentro tem rol vazio. Que da para uma sala cheia de
porta retratos. E para o espanto de Mário um deles é do serviço, o homem
versátil que se apresenta como Varley diz:
-Conhece?
Mário só sacode a cabeça negativamente. Todos meus
parentes, diz Varley.
- Família grande a sua desconversando diz Mário.
- Até que não... Diz Varley.
- Esse que você estava olhando é meu filho.
Friamente Mário pensa que provavelmente o pai de seu
colega deve ser enrustido e não deve dar satisfações de sua vida. Sentiu-se
calmo e se entregou. Somente ativo, o senhor tentou em vão lhe penetrá-lo.
Camisinhas no chão, respiração profundo. Mario levanta e pergunta onde é o
banheiro, Varley o segue e os dois se limpam. Já organizado Mário dá adeus.
Antes de sair o versátil convida-o para que volte, Mario pisca, mas por dentro
diz primeira e ultima, tenho que me preservar.
Logo em casa, já é noite.
Toca o interfone, é Cátia. Ele diz para ela subir.
Ele a cumprimenta com dois beijinhos, só de shorts.
Isso a deixa com calor, e pede para ele ligar o ar. Vai logo perguntando das
novidades. Mário abre um vinho e conta sua ultima investida. Cátia acha meio
simples e logo pergunta da onde pararam.
Mário resolve contar de um encontro que teve com um
chinês na orla do rio da cidade, ele fazendo uma corrida curta e o chinês de nome brasileiro Antenor também
, ficaram parelho o chinês tinha um bom português e manteve uma conversa, até
então tranqüilo, Mario foi educado. Quando o rapaz cansou os dois pararam num
lugar próprio para relaxar e alongar, o Antenor bebeu água de forma que chamou
a atenção de Mário. E o deixo excitado e sua bermuda pequena de mais. E logo o
chinês percebeu e como estavam ao ar livre e ninguém por perto, perguntou se ele
curtia... Catia interveio, e perguntou:
-Curtia o que?
Sexo.
Deixa-me continuar disse Mário.
Como me sentia seguro disse que sim, o chinês disse
que morava perto e me convidou para ir a casa dele, aceitei, conversamos no
caminho. A casa dele tinha uma fachada bonita assim como jardim tudo obra dele.
Estavam muito suados os dois, mas Antenor queria suado mesmo. Queria sentir os
cheiros, ele fez “quase” tudo em mim e quase deixei terminar, porém sentia que
não era hora o comi e fui embora para não me apegar.
Cátia faz a pergunta clássica:
O do chinês
era grande, e se ri como uma abobada.
Mário olha sério e diz:
-Maior que o meu.
-Nossa, responde ela.
Cátia resolve mudar de assunto e comentar sobre o
marido que a trai com toda a humanidade, lamentosa e irritante, com os olhos
Mário a observa e finge escutar, mas está em outro universo pensando que quase
se tornou passivo. Sua vida é cheia de complexas nuances e, no entanto uma
posição sexual passa ser um divisor de águas. Voltou e ela ainda falava,
pergunto se queria beber algo e se iria comer ali, a moça disse que tava de
passagem. Logo se despediu.
Vontade.
Em casa só, decidi ler um livro. Chato entediante está
inquieto. Está com aquela vontade, deitado na cama com IAPD na mão procura
putarias do jeito que gosta. Sua internet ta ruim, chove lá fora. Liga a TV e
põem no pornô gay. Pronto seu organismo volta ao normal, mas ainda há uma
necessidade de finalizar...
Na horizontal...
Sinto
meu membro, ele pulsa. Sua rigidez indicaria a necessidade, porém não é o que
se constata. Uma intensa volúpia toma conta de mim, o órgão quase que pede para
se desnudar das vestes, reluto... Por princípios, autocontrole, sentimentos
revoltos, como saber? Intensidade. Vence e quase que involuntariamente
metacarpos e seus amigos fazem a festa. O movimento é contagiante, o corpo
agora como um todo entra na dança. Completamente pelado, de idéias, pudores,
preocupações e movido apenas pela vontade. A única certeza agora é evidente, e
nem a morte pode mudar.
O
interfone toca, se esta tão perto, continuar é preciso... Ele continua a tocar
insistentemente, no entanto nada mais é importante, talvez o desfecho, mas
certezas perdem sentidos. O som vai ficando mais ao fundo, presente, todavia
distante. Falece de todos os sentidos por instantes, já mais contáveis. Vida
respira, o teto se mostra até mesmo com suas imperfeições. Pensamento traz à
tona milhares de informações (não cabe quantificá-las ou qualificá-las) e o
aparelho ainda esta lá a reclamar a atenção. Levanto com alguns passos, tenho o
domínio da mensagem. Com algumas cordialidades e muita paciência tudo terminou
rápido. Chegou a pizza. O homem da entrega sobe e aperta a campainha e Mário
abre meio esbaforido, quase imperceptível, da o dinheiro o garoto o troco e
antes de fechar da uma olhadela em Mário que o constrange.
Percepção deturpada.
10 horas
e o escritório estão vivos como um formigueiro, todos super ocupados, o garoto
das correspondências passa como se não fosse notado, e chega perto de Mário
assoberbado com afazeres. O garoto conta de seu relacionamento e que pretende
se assumir a todos, Mário apenas cumprimenta e continua o que faz. O garoto
farto de suas grosserias diz a todos que gay ao lado de Mário como um daqueles
acionistas da bolsa, o lugar para e o silêncio é mais respeitoso do que o do
ultimo moribundo do lugar. Mário sente um mal estar tão profundo que desmaia.
Na
enfermaria Mário acorda, ao seu lado Cátia, e Pedro.
Aos
poucos vai se dando conta do que se passava, olha para Pedro com olhar de
desdenha e diz:
-Como
pode...
O
garoto sorri estou livre e feliz, Cátia o encoraja e o abraça. E espera a
enfermeira sair e diz que Mário devia fazer o mesmo.
Nunca,
sou homem, gosto muito de mulher, faço só por tara, diz Mário.
Cátia diz incisiva você gay, ou bi que seja gosta dos dois, faz sexo com homens.
Mário
diz:
-Não
sou gay, sou “ativo” só como e não tenho sentimentos por nenhum cara com quem
já fiquei.
Tanto Cátia quanto Pedro, ficam pensativos. Volta à enfermeira e diz que assim que
tiver melhor pode ir e terá atestado de 10 dias.
Outra.
Em
casa volta àquela vontade, tem varias possibilidades para se aliviar, mas sabe
o que quer, tenta de tudo, mas ainda esta muito forte parece que não cansa. Tem
a ideia de ir visitar seus pais. Ainda teria 9 dias.
A
cidade é a mesma tudo organizado, e sua casa a mesma de quando foi até mesmo
sua mãe cuidando o jardim, logo o avista. Larga as coisas do jardim e com
cuidado levanta enquanto Mário vai abrindo a garagem e num passo rápido o
abraça. E grita por seu marido que está na poltrona lendo o jornal (já
aposentados os dois) ele muito hábil num pulo já esta frente aos dois. Abraços
beijos e as perguntas de sempre, sua mãe perguntam:
-De
férias? E ele responde que se indispôs dez dias de folga, muito serviço. O pai
diz:
-hummmm.
Tens que ir com calma meu filho.
A
mãe expansiva responde:
-Está
em casa descanse, e recupere todas as suas energias.
Nos
primeiros dias o mimaram até sufocá-lo, tanto que no terceiro dia resolveu dar
uma volta.
Era
uma cidade pequena e seu bairro menor ainda avistou na entrada de uma
imobiliária um rosto conhecido todo engravatado. Um amigo de infância.
Tratava-se de Sérgio que na infância fora seu amigo de diabruras e que tinha o mesmo
rosto. E ao cumprimentá-lo viu que não reconheceu Mário. Com um sorriso Mário
Disse seu apelido e logo se reconheceram. O garoto sorridente lhe deu um abraço
e disse:
-Nunca
ninguém me chamou mais assim “Tico”. E deu risada.
E
Mário diz:
-E
vejo que o Tico cresceu (tinha 1,98 cm).
-É
para você ver as coisas crescem o que faz por aqui?
-Visitando
meus pais.
Já
estou terminando por aqui que beber alguma coisa?
-Aceito,
qual bodega?
-pode
ser na minha casa é aqui perto.
-Ok, disse Mário tranqüilo.
Era
bem perto onde Sérgio morava. Chegaram e Mário percebeu que ele mora como ele
sozinho e comentou, disse Sérgio que por comodidade. Conversaram sobre vários
assuntos do passado, renovaram o presente e o álcool foi desvendando o futuro.
Já
estava bem tarde, mas por ser tão próximo não havia preocupação, Mário a fitar
suas fitas cassetes antigo avista um pornô que era do pai de Sérgio e lembra-se
da primeira vez que eles o viram. Agora
homens qual seria a sensação. Sérgio vai ao quarto e trás um vídeo cassete antigo,
Mário diz
-Que
raridade e da uma risada.
Ele
rapidamente o liga a TV e põem para rodar.
Os
dois sentados no sofá em meio bêbados lembrando-se da infância.
-foi
minha primeira gozada diz Sérgio.
-Eu
já treinava em casa, diz Mário.
-Em
que parte mais te excitava Sergio pergunta Mário? E seu amigo responde que se
masturbar ao seu lado. Mario fica sem jeito e se cura to porre na hora.
Sente-se estranho, em ver aquele cara se declarando bêbado para ele, porém
sente uma atração que não sabe explicar, quer ir, mas ao mesmo tempo quer viver
o que não pode viver na infância.
Eles
se beijam as mãos sincronizadas buscam o sexo de seu par. Rola de tudo, o que
mostra que os dois têm experiência, Mario o com muito (puta) prazer. Achando
que Sérgio estava satisfeito Mário vira para o lado para descansar e no que
vira seu amigo, sem cuspi, camisinha, ou ajuda de um gel o soca com vigor. Sem
como escapar sendo seu algoz mais forte o que Mário pode é urrar de prazer na
suas primeiras sensações na vida anal. O homem foi bruto, mas fez gostoso e
gozo muito de escorrer e sujar entre lençóis e a bunda de Mário.
Quando
terminou o rapaz desvirginado não sabia o que fazer se vestiu enquanto outro
dormia, pensava que talvez ele não se lembre no outro dia.
Acabaram-se
sua folga e tinha que voltar, deu adeus a seus pais e fugido foi embora.
Enquanto
dirigia só pensava na noite, e que era realmente bom aquilo. Não podia contar a Cátia.
Organizou
suas coisas e foi trabalhar.
Tudo
normal, ninguém com comentários diferentes. Cátia passou em sua mesma cumprimentando e perguntando como estava logo passou o garoto das
correspondências e deu olá e boas vindas e assim foi com todos. Seu chefe o
chamou e prontamente estavam frente a frente. Pediu para fechar a porta. Perguntou
assim como todos se estava melhor e agradeceu, pois sua mulher estava mais
calma, e até mesmo mais compreensiva,
confidenciou que até tiveram uma noite juntos que foi como se fosse a primeira
vez, mais uma vez agradeceu e lhe deu um aumento e uma promoção teria seu próprio
escritório o rapaz saiu radiante.
Planos.
Sua ideia agora era bem simples rodaria o mundo em busca sexo com
homens,
em lugares que não seria descoberto, e faria tudo, já que sentiu que o sexo
anal é bom, mas continuaria discreto e a promessa que se fazia era de que nunca
se apaixonaria. Quase tudo isso ele contou a Cátia menos que queria dar. Ela no
que sabia o apoiou se era da felicidade dele.
Então
todo o sábado e domingos e feriados ele cassava por todo o Brasil. Fim de
semana na sexta ele já pegava o avião para onde fosse através de contatos
virtuais ou na noite. Aos pouco eles sem perceber estava se tornando gay sem
perceber na visão dele, mas o prazer era o que valia.
Todos
os estados tinham seu toque, No sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná,
No Sudeste, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santos, No
Centro-Oeste, Goiás, Mato grosso, No Nordeste, Bahia, Maranhão, Ceará, Sergipe,
Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Faltava só o norte e
já estava chegando suas férias iria conhecer com muita calma.
Norte, Pará, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia e
Amazonas.
Sabia
o quanto era cansativa as viagens, mas valia cada descoberta de um homem novo e
diferente experiências e vivências o próprio lugar chamava muito a atenção.
Como um afrodisíaco, em uma brincadeira onde dizia que “se fosse mulheres iria
povoar o mundo” foi estopim para perceber que tinha deixado as mulheres de lado
e agora só havia homens em sua vida, mas a única coisa que conservava era o
sentimento. Que percebera em uma de suas epifanias que nunca teve por ninguém.
Estava se rendendo a ideia de ser gay, estava em Boa vista, quase terminando
sua rota. Parou num posto e penso vendo um panfleto que teve uma ou duas vezes
que ficou sem usar camisinha, decidiu fazer o teste rápido para sua sorte havia
sete pessoas e só atenderiam oito naquele dia ele era a oitava. Entre um
pequeno questionário e suas enumeras escapadas decidi pelo bom senso botar um
numero normal de pessoas em um mês, alem do que fazia mais de um mês da ultima
sem camisinha. Na sua cabeça não estava a resposta do teste e sim sair do
armário. Numa salinha os sete ficam conversando e preocupados com o que podia
acontecer e Mário calculando a reação de todos, ou de alguns que contariam aos
outros, e seus pais o choque, quase voltando a trás sozinho na sala a
enfermeira chama.
Decisão.
Feliz,
apreensivo.
Decidi
deixar o Amazonas para uma próxima e volta para sua terra com o coração aflito
ao ponto de a camisaria de bordo perguntar se era a primeira vez que ele andava
de avião. Mário apenas disse que eram problemas.
Em
casa tinha mais cinco dias ainda. Faria um trabalho com Power point para
demonstrar sua homossexualidade, pensou e riu indício de que estava relaxando.
A primeira pessoa seria Cátia com certeza. Pensou no serviço ele já comeu
todas, e alguns gays discretos, pensava se não iria causar algo forte. E seus
pais como reagiriam?...
Cátia saberia ajudá-lo.
Numa
ligação, ela ficou surpresa e perguntou onde do nosso norte estava e ele disse
bem perto, em casa e ela responde o que aconteceu? Mário pede para ela vir
vizita-lo que ele conta.
Dois
tempos estavam os dois juntos e ela preocupada, viu que ele nem desarrumou as
malas e pede para ele ir tomar um banho que ela arruma tudo e Mário diz que
precisam conversar sério e se vira cansado e vai ao banho.
Arruma
tudo e ver cair um teste e deixa descoberto que é de DST, mas na hora ele
aparece de toalha. Fica aflita:
-Conte
homem o que é?
-
Calma diz Mário, deixa eu ao menos botar uma cueca.
Sentado
no sofá com uma cueca larga que deixa desnuda uma das bolas do escroto, mesmo
com enorme realce de sua beleza que chama atenção. Ela se senta na cadeira e
pega o papel e já vai se precipitando e dizendo é isso...
Ele
sério pergunta o que é e vê um exame, e logo pergunta você está grávida, é meu?
Os
dois em silêncio, os dois falam ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo pede para
outro falar. Naquele momento chato Mário grita aos berros:
-Eu
sou GAY.
-Cátia eu não to grávida, e você ta doente? Para finalizar
-Sua
louca é só um exame deu negativo.
Os
dois se abraçam ambos lacrimejando.
Ele
conta toda a história desde o tempo em que começou a se descobrir para junto
com sua amiga se esta fazendo a coisa certa em se abrir e quem sabe viver algo
que nem com mulher conseguir um relacionamento. E pede ajuda em relação a seus
pais.
Cátia deu duas opções, uma era não contar, com tempo eles vão querer netos posso ter
com você e terá sua vida clandestina como gosta. Mário interveio dizendo que já
não mais a mesma coisa a vida clandestina. Então você esta decidido, sabe como
é sua mãe tem que ir com jeito, já seu pai é vivido vai levar numa boa, se isso
te angustia tem mais que se livrar de tal mal te dá todo apoio e vou com você
se quiser. Mais uma vez ele diz que não que tem que fazer sozinho e agradece os
conselhos e ela diz para terminar fale primeiro com seu pai ele sabe acalmar
sua mãe.
Identidade.
Faltam
dois dias para acabarem as férias e ele vai à cidade dos pais, mesma recepção
de sempre, um oi alguns vizinhos, passa pela imobiliária e o Sérgio olha a TV
compenetrada. Para sorte dele estava só o pai em casa a mãe tinha ido comprar
flores na outra cidade num táxi. Dito por seu pai logo foi desembuchando tudo
que tava lhe afligindo. Álvaro sente-se super tranqüilo e abraça o filho que
soluça como uma criança que mágoa o ser que mais ama. Seu pai pede para ele ter
calma será tudo tranqüilo estarei aqui para orientá-lo, ajudá-lo e defende-lo
do que for e quanto a sua mãe nós dois falaremos junto como uma família para
ela.
Como
se Mário tivesse uns 10 anos, pai filho ficou junto vendo desenho na TV e
sempre num silêncio Belinda chega e Diz:
-Olá
meus dois Homens!
Saíram do transe e preparados botaram sua mãe frente
a frente com eles.
Vida.
07h30min am
Já esta na hora de levantar, dia chuvoso, começa de
outono, friozinho, ir para banho, roupa quente e mais um dia de trabalho.
No serviço Cátia me manda um beijo, hoje não tem correspondência
para mim mesmo assim vou até o garoto e pergunto como ele está e seu namorado.
Vejo a felicidade dele. Mário sente o normal e mesmo assim é diferente, toca
seu celular. Ele responde:
Oi amor, você vem me buscar meu carro ta no
conserto. Desliga e continua os seus afazeres.
Ele desce, fim de expediente na frente de um carro
grafite bonito esta um belo homem um
beijo de paixão, na entrelinhas entenda-se amor, ele se vira e vê Cátia e seu
marido dando um olá com aceno.
Com uma das mãos aperta a bisnaga e com a outra
lambuza os dedos sem parcimônia. Olha na claridade da TV e lubrifica bem o
local. Tudo dá desejo e o membro está vivo e vigoroso. Seu parceiro se
certifica de que vai entrar e coloca dois dedos. Recomeça.