Sou um ser insignificante, me alimento da tristeza, me
esgueiro pelas sombras, idolatro o frio, o úmido e o obscuro.
Tenho refúgio no lugar mais vazio e deprimente, no meu
interior.
Abomino a luz , fujo de qualquer sentimento que cruze meu
caminho.
E a dor que esmaga meu peito e dilacera meu coração faz
pensar se viver é existir ou persistir, em mudar, melhorar.
Será esse o sentido da vida?
Só sei que a
melancolia que desespera meu ser, destrói minha alma e me faz padecer , sofrer
nessa existência que acho não ter sido feita para alguém como eu.
As sombrias palavras que vagam dispersas sobre a minha mente
, não estão com o controle total de minha carcaça deprimente que é o meu corpo
físico, tanto é que ainda vivo, porém isso que sinto é como um tumor maligno,
em fase terminal.
Não pode ser verdade, tem cura só que sozinho é difícil acha-la.
E o tempo é curto...
Nenhum comentário:
Postar um comentário