segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Manifesto

Já cantamos o amor, a paz, a alegria, a vida. E nem mesmo assim vocês nos ouviram.

A tristeza foi despejada de todas as formas e vocês nem ao menos deram bola. Pelo contrário, movidos pelo um ritmo empolgante seguiram suas vidas aos trancos e barrancos sem pensar, um minuto a penas, ou até mesmo quatro ou cinco...

Esforçamos-nos ao Máximo para passar a compreensão, desenhamos, pintamos, gesticulamos, contamos historias... Gritamos, pois talvez fosse um estado de sono de nossas emoções.

Nada...

A música não parou, os DJ’s fizeram questão de serem incansáveis.

Nossas meninas mostraram todos os seus encantos e quase perderam suas vidas, talvez cabelos tenham ficado pelo caminho... Bom, algumas vidas têm certeza que sim.

Viajamos o mundo para encontrá-los, alguns de nós fizemos dos erros passagens sem volta. Perdoem-nos, eles sabem o que fazem.

A cada beleza que submergia, havia uma incansável insatisfação a se mostrar.

Tudo era apreciável (com o tempero certo).

É tão difícil...

Estamos perdendo: voz, privacidade, dignidade, sonhos...

Como falamos deles...

O significado virou palavra e a palavra se desmanchou junto com as dores do mundo.

Não deixe que essa alma se extinga.

Na língua que for... For ever...

(T.P)

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