quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Silêncio

Nuvens escuras passeiam em minha janela em meio a um fundo azul. Ainda temos a companhia do gigante esquentadinho. O tempo se encarregara de levá-lo para sua próxima visita de médico. A brisa que transita pelo recinto me agrada, e talvez ela fique para jantar. A única coisa que ainda me mantém na realidade que vivo é movido pelos sentidos da audição, me sinto quase que como um tuberculoso em fim de carreira. Um rádio grita uma canção lamentosa e vazia... Em meio a reclames desnecessários. Isso num lado, pois o outro me reserva do fundo das matas uma ave deslocada e enlouquecida. Em alguns momentos eu me pergunto qual o som que tem mais cultura... Deixo para as posteridades.

Sorver, sorver, sorver... Assim acalma minha sede.

Inquietações, não minhas, a conspiração sempre teima em se fazer presente. A perseguição não é evidente, um vidente entenderia. Nada de anormal, apenas para, pensa... Observar o lúdico de uma maneira tão eloqüente me faz melhor. Não se preocupem, todos estão vivendo. Perguntar o que é viver acho que é melhor botar no saco da relatividade e não se preocupar com isso. Parece ser o certo, continuo e a assimilação vai nas coxas... Se até o final não entender deixa para próxima. Descrendo da continuidade, bom... Rever conceitos sempre é uma boa pedida.

A lavadeira eletrônica dá seus estalos já tão corriqueiros... Em pensar que antigamente lavar roupa rendia um falatório só, diria que a modernidade nos deixa mais sucintos.

Anoiteceu, inundando por completo o meu inconsciente e mostrando que o corpo clama por descanso. Talvez consiga juntar algumas palavras ainda... Não sei se farão sentido futuramente.

(T.P)

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