terça-feira, 20 de agosto de 2013

E o levou...

O cotovelo toca a base, a mão apoia o rosto a outra coça a cabeça e logo ajuda a segurar a cabeça o olhar bem fixo, a pressão dos óculos no nariz, nas orelhas. O foco percebe a lente suja , embaçada. Uma mão tira os óculos e a  outra com uma pericia vai até a camisa de algodão e num pequeno pedaço levemente passa sobre a lente. Mais uma coçada na cabeça, em seu lugar, começa a leitura. Poesia curta é confortável, ainda mais quando se entende, mas ler não é uma obrigação pelo menos assim pensa. Prazer em ver contido em pequenas palavras uma intenção que se sente, ter na poesia e no poeta um pedaço de si. Mesmo não  havendo nome ou qualquer indicação sentir-se desejado, bem quisto, levantar o humor, fazer pensar e quem sabe ser aquele tempero que faltava para saborear a vida. A fantasia, esconde, da beleza, distrai, pode dar medo, mas apenas expressa o contato maior com o real que não se pode dar significado. O olhar turva, uma singela lagrima escorre, a visão cansada se desnuda  mais uma coçada agora na parte calva, assim seria se ele estivesse aqui para ver o quanto eu evolui, o quanto adquiri de vida e receberia seu lindo sorriso com olhar, já que o outro a vida, o tempo e outras coisa mais haviam levado. E o levou...

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