O cotovelo toca a base, a mão apoia o rosto a outra coça a
cabeça e logo ajuda a segurar a cabeça o olhar bem fixo, a pressão dos óculos no
nariz, nas orelhas. O foco percebe a lente suja , embaçada. Uma mão tira os
óculos e a outra com uma pericia vai até
a camisa de algodão e num pequeno pedaço levemente passa sobre a lente. Mais
uma coçada na cabeça, em seu lugar, começa a leitura. Poesia curta é
confortável, ainda mais quando se entende, mas ler não é uma obrigação pelo
menos assim pensa. Prazer em ver contido em pequenas palavras uma intenção que
se sente, ter na poesia e no poeta um pedaço de si. Mesmo não havendo nome ou qualquer indicação sentir-se
desejado, bem quisto, levantar o humor, fazer pensar e quem sabe ser aquele
tempero que faltava para saborear a vida. A fantasia, esconde, da beleza,
distrai, pode dar medo, mas apenas expressa o contato maior com o real que não
se pode dar significado. O olhar turva, uma singela lagrima escorre, a visão cansada se desnuda mais uma coçada agora na
parte calva, assim seria se ele estivesse aqui para ver o quanto eu evolui, o
quanto adquiri de vida e receberia seu lindo sorriso com olhar, já que o outro a
vida, o tempo e outras coisa mais haviam levado. E o levou...
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