sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Desordem

Confesso minha derrota, choro minhas perdas, vejo a felicidade dos outros como expectador.
Enquanto uma gargalhada lá na sala gela meu coração.
Vou até lá e não tem ninguém.
Mas fica a lembrança.
Pai.
Mãe.
Pessoas que passaram e outras que fizeram falta de nem terem existido.
O mundo dos vivos não está valendo.
E o dos mortos ta bem perto.
Marcha fúnebre.
Remédios,
Gilete na veia,
Encontro com a velocidade, Do alto ao chão de frente impacto.
No meio da noite um abraço, sufocante e na sala aquela gargalhada.

De mais para um coração.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Hora, ora.

Uma angustia que derrama.
Olhos se tingem de vermelho.
Mas há volta, a virada.
Euforia...
A busca, por uma chama acesa.
O encontro com os sentimentos.
Meus seus.
Desilusão...
Escovo meus dentes e tento me encontrar numa reflexão.
Caminho sem sentido, mas sempre com algo em mente.
Na escuridão de meu refúgio me angustio, tempo...
Evoluo, enquanto crianças a minha volta crescem.
Medo de passar.
Sem ninguém, quero estar. Estar no alto, nunca só.

Nostalgia que temo em nunca ter.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Social

Amanhã terei que ir cedo.
Chego uma hora antes e tem uma fila só para pegar a senha.
Além da senha as pessoas conversão por horas, minha paciência já transpassou a porta.
Resta ainda meu bom senso.
Chega minha vez, e tento dizer que tivesse uma pessoa só para informações.
Burocracia...
Vou para a sala e vejo várias pessoas sentadas e duas telinhas.
Números sem a menor ordem, a certeza de que vai demorar, não por sensibilidade e sim por experiência.
Às vezes passo da hora do almoço esperando por tal negligencia.
Vejo que lá dentro também tem seus conflitos e greves, mas também tem o medo das atitudes que as pessoas passam tornando-se violentas.
E tudo isso se converte em julgamento de uma pessoa humana, que te chama de mentiroso, grita contigo, e que sempre mesmo fazendo isso dentro de uma clinica diz que está apto, mas que pode ficar um tempo.
Internação após internação.
Cansado desse descaso.
Trabalhar feito um burro de carga para ter uma vida melhor, estudar e de repente adoeço e sou julgado com qualquer coisa que aparece e condenado muitas vezes e volto através de outros como se fosse uma brincadeira.
Sei de minha vida da mesma forma que Deus, e ver que a pessoas, por motivos escusos ou até mesmo mandados, é triste.
Se essa empresa existe tem-se um único motivo.

Posso garantir que enquanto trabalhei fui competente e só espero isso do dinheiro que sempre foi empregado.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Resident evil


Desconforto.
Corpo fogo.
Tempo belo, porém ingrato.
Quero água, mas não a que verte do topo de minha testa.
Banho após banho.
Igual.
Proteja aqueles que se desgastam por profissão.
Beneficiados aqueles que conhecem o ar condicionado.
E sejam fortes para o contraste.
Verão, cada dia é o dia mais quente.
Desejo chuva sempre todos os dias, com guarda chuva a todos.
Agueiro rápido que proteja internetês e teve a cabo de cada dia.
E se a quadratura ajuda que tenha em meu caminho uma boa praia, pois o sol...

Resident evil

domingo, 18 de janeiro de 2015

Rotina.

Acordo... Como todos os dias.
Fico deitado.
Como todos os dias.
Levanto-me,
Como o de costume.
Minha rotina é mesma no banheiro.
Tomo meu café de vez em quando.
Saio na luz dos primeiros raios.
Hoje com uma brisa agradável.
Chega o fim de tarde e já estou em casa.
Exaustão...
E novamente me preparo para acordar.
Hoje quero mais.
Vou permitir,
Posso botar a mão em meus sonhos.
Ter um grande amor por perto,
Para ter com quem dividir.
Dar uma boa gargalhada das piadas da vida.
E se apenas tiver tentado já me fará bem.
Deito minha cabeça no travesseiro, e com uma prece me aqueço.
E enquanto o sono chega me desfaço de pequenas lágrimas.
Amanhã.

Por que esperar o amanhã? Se podemos viver a esperança de um longo sonho.  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Obsessão

Julga-me
Mastiga meu amor e respeito e cospe na minha cara.
Acaricia a mesma cara que golpeia.
Sujo em meu sangue e desrespeito sigo meu caminho.
Com a raiva e triste.
Seu veneno correndo nas veias de quem ouve sua prosa.
Não me preocupo, pois sei quem são os meus.
Diabólica ação de não me amar.
Seu apreço não será perdão pode tê-lo.
Escondida como uma cobra no seio de meu afeto.
Sempre desmascarada pelo bote.
Sem poder se aquecer bicho frio e calculado.
Terá seu próprio fim na solidão de quem golpeias.
Agonizante.

Morrerá sozinho.

Céu e meu

Um... Você.
Primeiro me atiro.
Não sei voar.
O ar me envolve.
Minha adrenalina sobe.
Meu medo não é mais de cair.
E sim de ficar.
Não vejo o chão vejo seus olhos.
Reprovação.
Mais chão.
Decisão já não faz sentido.
Caio aos poucos.
Não existe mais tempo...
Perco a cabeça e também a dor.
E você a chance de me salvar.
Como num sonho ruim volto num susto.
Conviver com adeus.

Seu e meu.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Someone Like You

Graça que liberta.
Sonora.
O tempo é amigo, mas não revela.
Sonhos que passam ao acordar.
Finito sempre será...
O sabor sempre é obsessão.
Dançar pelo corpo por inteiro.
Protejo.
Seus passos.
Observo como um frondoso pomar.
Não se preocupe aqui não há pecado.
Pássaros voam para o sul.
E queimo, queimo para sempre te aquecer.

Não se esqueça...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pelo melhor

Tantos dados jogados...
Quantas portas por abrir.
Meu caminho.
Dona Sorte me sorri.
Por favor.
Chega de tropeços.
Seja meu último número, o da sorte.
Quero abrir e deixar entrar o sol.
Clarear meu caminho, minhas ideias.
Sentir meu coração pulsar.
Embebido de uma euforia.
Com passaporte de meus sonhos em mãos.
Descansar em meu travesseiro com a certeza que terei pelo que acordar.
Dependo do destino.
Não vire a cara para mim.
Falta pouco...
Tempo, me espere, to chegando.

Pelo melhor.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Início

Abram.
Deixe-me passar.
Meu sorriso vem na frente,
Atrás de minha vontade de gritar.
Com rima e harmonia.
Trago e todos podem ver.
A ginga de te fazer balançar.
Venha, venha.
Não quero ver pudor.
E afasta, afasta o acre de tristeza que te assombra.
Vamos começar com brilho do sol e ir até o reflexo da lua.
Faça desta sua memória que prometo mais trezentos e tantos dias.

Fechem...

Mais um.

Números, tão ordinais.
Sempre tem um primeiro.
E quanto aos da sorte?
Nasci em um dia...
Hoje já faz um ciclo.
E o tempo que voa.
Ver placas, nos muros das casas, o que tem em minha identidade nunca lembro.
Encontrar-te aquele dia foi de mais, mas não me perdoou não sei seu numero.
Sou mais, poesia, faço meu numero que sonha em ser musica para estar se repetindo em seu ouvido o quanto for.

Mais uma vez.