sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Desordem

Confesso minha derrota, choro minhas perdas, vejo a felicidade dos outros como expectador.
Enquanto uma gargalhada lá na sala gela meu coração.
Vou até lá e não tem ninguém.
Mas fica a lembrança.
Pai.
Mãe.
Pessoas que passaram e outras que fizeram falta de nem terem existido.
O mundo dos vivos não está valendo.
E o dos mortos ta bem perto.
Marcha fúnebre.
Remédios,
Gilete na veia,
Encontro com a velocidade, Do alto ao chão de frente impacto.
No meio da noite um abraço, sufocante e na sala aquela gargalhada.

De mais para um coração.

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