sábado, 25 de setembro de 2010

fervor

Os dias parecem mais doces tudo tem uma voracidade maior de se mostrar. Minha dor agora se oculta na sombra do medo. A raiva pede licença, mas entra como enérgica força. Sentir traz mais tato e recostando a cabeça em meu ombro o falar se faz presente. Estou acompanhado e espirituosa é minha força. Porém não teimo mais em perder minha razão. Distinguir quando se deve exaltar um sentimento e quando esta se excedendo é tarefa que nem mesmo a drageias podem sarar.
Bravia e intensa é minha procura por respostas malditas que acalmem meu espirito.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por luas me fiz presente no futuro de errantes, se for o suficiente, digo que perdi, ”loser” tenham a certeza perdi não o jogo, a batalha, o destino, nem mesmo a esperança. Perdi algo que nunca tive... O direito ao respeito. LUTEI POR ERAS E ERAS até encontrá-lo. E saber que merece estar livre me faz melhor, liberta a mim, também estou pronto para começar outros milhões de vezes e perder outros tantos.

Deixe, nem sempre terá a razão para amedrontar sua raiz de pecado. Erros são feitos sempre por mais de uma pessoa e em sua língua e por saber de mais.

Os dias tendem no futuro melhorar, se não muito um pouco, você sabe e também.

A força de ter precede o poder gerado em mãos, não negue isso a ela. Desfeitas trazem rancor e seus amigos não o querem mal.

Sinal tem em tudo que você quer de melhor. Não tenha medo mais de sentir, de sonhar, dê.

To be continue...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Lacuna


Há muitos cantos nessa vida questiono-me em qual haverá de me encaixar. Vazios com toda razão tende a se preencher, pois permanecem vazios relativizaria sua utilidade e isso seria tão cruel com o espaço em seu todo. Mas é questionante que haja tal compaixão. No momento nada vem e aproveito para ir se até então algo vir eu volto e o continuar termina.

Ontem tivemos um dia festivo, como tantos outros da mesma natureza. È interessante ver que alegria é obrigada a passar por rituais. A cada ano sinto que essas datas vão se tornando cada vez mais desprovidas de sentido, não só pelo apelo comercial, social, religioso ou outra coisa do gênero. Acredito que as doses de realidade absorvidas pela vida acabam por tirar esse encanto e significado que o momento deveria nos proporcionar. O desenvolvimento da consciência também é relevante, pois nos mostra a grande maquiagem que criamos ao longo de um período cheio de baixos e muito poucos autos que preenchemos com esses dias de cala boca.

Tempos

Tempos de se encontrar

Jogado no asfalto ainda quente esta um rapaz de vinte e poucos anos

A emoção se transmite por todo corpo.

A pergunta naquele instante fica cortando meu peito, será que as pessoas sentiram a violência do acidente ou o comum já virou incomum. A história toma forma, e todos se apressarão para quebrar comportamentos de curiosidade.

Uma cena de estatística se deforma.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

hoje pode ser...

Hoje pode ser diferente, será?

O que torna um dia incomum? Quando já se viveu tanto e de maneiras diversas...

Djavús são partes presentes de meu caminho. Lembro bem da ultima empreitada, como esquecer uma rotina que propicia a coincidência. Diria que a criatividade talvez seja a única coisa que me da forças para continuar a levar meus pés a encontrar esquinas. Infelizmente probabilidades uma hora nos fazem ganhar e perceber que possibilidades se esgotam.

Já pensei em parar, dedicar-me...

Há tantas curas que precisam acalentar o pecado daqueles que o fazem no caminho de suas chagas. Quem curaria a minha? Teria como matar minha sede nesse intervalo?

Lá a diante quando não existissem mais ruas a nomear e meu corpo já tivesse saciado a fome do ultimo verme errante, como eu poderia ser recompensado? Talvez tatuado na identidade de um desconhecido, que outrora se tornasse mais um tumor da sociedade, que desgraça seria pensar que o meu alivio num futuro tivesse um alto preço que nem eu inexistente quanto mais à grande parcela que teimo dizer amar poderia se beneficiar, e sim apenas o oportuno.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Deitado

Deitado, misturado entre os lençóis sentindo a mudança de estação encontra-se um homem só, dividindo sua cama com as tristezas e frustrações.

É final de tarde, a noite vem chegando de mansinho, mas os poucos raios que ainda penetram pelo vidro da janela mostram que por mais um dia os sonhos ficam longe e ele mais perto de conhecer a amiga que esta em seus pensamentos.

Pergunta deve ser respondida, pois como, de que forma as pessoas esquecem tudo a sua volta e desistem? Que força é essa que destrói nossos dispositivos de defesa e fazendo com que provoque uma pane em nosso sistema imunológico?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Na horizontal.

Na horizontal...
Sinto meu membro, ele pulsa. Sua rigidez indicaria a necessidade, porém não é o que se constata. Uma intensa volúpia toma conta de mim, o órgão quase que pede para se desnudar das vestes, reluto... Por princípios, autocontrole, sentimentos revoltos, como saber? Intensidade. Vence e quase que involuntariamente metacarpos e seus amigos fazem a festa. O movimento é contagiante, o corpo agora como um todo entra na dança. Completamente pelado, de idéias, pudores, preocupações e movido apenas pela vontade. A única certeza agora é evidente, e nem a morte pode mudar.
O telefone toca, se esta tão perto, continuar é preciso... Ele continua a tocar insistentemente, no entanto nada mais é importante, talvez o desfecho, mas certezas perdem sentidos. O som vai ficando mais ao fundo, presente, todavia distante. Falece de todos os sentidos por instantes, já mais contáveis. Vida respira, o teto se mostra até mesmo com suas imperfeições. Pensamento traz à tona milhares de informações (não cabe quantificá-las ou qualificá-las) e o aparelho ainda esta lá a reclamar a atenção. Levanto com alguns passos, tenho o domínio da mensagem. Com algumas cordialidades e muita paciência tudo terminou rápido. Não quis comprar.
(T.P)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Uma moeda me encontra.

Achei mais uma moeda...

Não sei dizer ao certo se o místico de alguma forma esta presente em nossas vidas individualmente ou se certas coincidências da natureza, acaso ou de uma probabilidade que nem o caos poderia explicar nos dão indícios de que esse mundo é previsível. Poderia, aqui, dar “n” manifestações de fatos inusitados que se presencia e que normalmente acarretam a mudanças profundas em nossas ou em vidas de pessoas importantes que passam ou passaram pelo caminho torto que trilhamos. Por ser individual é difícil saber se é uma unanimidade presente, já que é constante a grande maioria ter pouca atenção pelas coisas simples que a vida mostra. A batida do tambor que move o barco antigo não nos dá tempo de apreciar o mar e o mais interessante é que para quem o movimenta o destino é uma certeza, porém para quem o guia estar em movimento é o que importa.

Prontidão

Estou pronto, o alinhamento das vaidades mostra se preciso e reflete minha satisfação. Algumas ou muitas coisas podem estar erradas, não importa. O mundo pode estar problemático, porém participar disso é algo fora de meus planos. Partir é mostrar que sou um pedaço do todo que não agüentou. Fazer parte daquilo que insiste em acabar. Vou repartir... E quem sabe me encontrar no final inteiro e digno de minha integridade.

Talvez agora escreva coisas minhas, sem muita pompa, profundidade, ou até mesmo com um grande significado. Coisas minhas, simples, simplórias, mas minhas.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Rejeição

Rejeição, às vezes pode ser tão radical...

Temos que cuidar todo radicalismo. Exaltar demais e ser glorificado nem sempre nos leva para um bom caminho. O que da, por assim dizer certa duvida. Deixo a minha pairando, mas teimo em me perguntar: Será que aquela pessoa que me bota no pedestal, faz por uma profunda admiração ou para ter o poder de me tirar de lá com seu bel prazer?

Algumas roupas de cama balançam em um arame improvisado. Um pátio, e caindo aos pedaços é seu palco. A sonoplastia é composta de pássaros de pet shopping, totalmente alienados de suas origens.

Nem toda a visão dos sentidos aqui é mencionada, tenho direito de eufemizar quando quero. A vida se modifica, mas nem por isso ela deixa de manifestar sua “satis” ou “in”, eu como registro, tento: dividir, somar, tornar raiz da minha subtração e quem sabe multiplicar os resultados e um dia chegar ao um denominador comum, talvez.

(t.p)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Duas horas

A paciência toma forma, e agora me acompanha em minha jornada insistente entre a janela da sala onde fica um pátio vazio com algumas folhas soltas. Neste momento rodeiam como se formasse um redemoinho. Vou até a geladeira para uma compulsiva investigação de onde poderia estar o alimento que daria fim a profunda necessidade que destrói meus pensamentos. Olhos agora perpassam incerta minha profunda e incoerente fantasia, mas sinto que por mais forte que seja a realidade da imaginação o saciar ainda tem fome. A necessidade do ter carnal se faz mais do que presente e a duvida da reciprocidade desmancha todas as certezas e torna cada passo um ser intensamente pensante, invadido pela dor de seu pequeno lago tranqüilo de esperança. Nada, um exemplo fiel de que o ser humano busca a pureza em seu mais doloroso vazio, pois está ai a afirmação de que a mediocridade de nossas frustrações em julgar, apontar, ridicularizar, o esboço de felicidade alheia para suprimir o prazer que esta sempre num futuro próximo a ser conhecido. Seu peito se enche, incha ao ponto de transbordá-lo e querer transpassar a garganta. Apenas o barulho se atreve a calar já que a tristeza acaba por escorrer por todo o pomar facial e umedecer toda a humildade que na solidão da peça pardacenta desenha. Um retrato de um simples desfecho ou talvez um início interminável de fugas. Fitar a idéia...

(t.p)

Minutos

Cinco minutos e uma eternidade para se propor o fim. A perfeição das horas rende juros trazendo com sigo uma centena de abortos da vida!

O caos é a melhor maneira de se organizar, quando extrapola se faz um manifesto que sensibiliza meia dúzia e depois volta ao inicio, entre outras palavras, o fim.

E qualquer justificativa não basta...

(T.P)

fugas,fugaz..

Tudo começa por uma parte que esqueci. O lúdico tem o trabalho de fechar as lacunas, mas acredito que no final só restará uma certeza...

Seus sonhos sempre foram os meus, você estava contido em mim e eu o contive enquanto não era dor. As angustias tinha fim quando ao seu lado se fazia presente. O vital do meu orgânico tinha outro gosto que era outrora pronome de sua posse.

As paisagens tomaram um vazio imperdoável, pois nunca mais foram capazes de exprimir a mim a beleza estrema e pura, faltava algo... Você sabe...

Começo, agora, a lembrar um pouco do que fez tudo isso se tornar uma nostálgica busca pelos meus instantes de viver.

Sinto que para não perder nenhuma linha de minhas idéias tenho que por quase mergulhar num profundo transe e ir até ao meu começo. O natal de minha chegada é importante por trazer não apenas a comunhão dos desejos de meus progenitores como também a minha vontade de existir. Agora, aqui, vejo através da fresta de uma porta que é festa de cupins um lindo raio de sol que se mescla com as sombras de folhas em movimento, obra de uma leve brisa de um quase fim de primavera. Por alguns instantes... Apreciarei a união com algo que para mim ainda faz unir-me ao lado de cima do solo. Bom momento, porém tornou a dimensão do espaço que agora existe em mim num contraste intensamente cruel. Por segundos eu senti aquela paz que nos da forças para pensar em um novo. Cronos deve ter me dado este presente para aliviar minha dor e dar chance para cicatrizar minha esperança, no entanto sinto que toda minha saúde esta voltada para essa perda. Releio mentalmente as minhas informações e chego ao ponto em que, posso por assim dizer, questionar minha entrada nesta realidade. Tento me apegar a todos as explicações e então ir me soltando até que só exista a minha essência. Contribuir: vejo que é a palavra comum a todas as verdades. Vou adiante com esse signo impresso em mim. E nessa louca regressão vou passando suavemente pelas construções de minhas emoções ao longo de minha cronologia. É interessante ver que a maturidade torna o interno mais vivo e o externo tão imperceptível. Sinto que estou me perdendo, o rumo da trajetória esta tangenciando outras idéias, acho melhor buscar uma distração e quem sabe voltar a essa suspensão de juízos.

(T.P)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nada Sutil

Quando estiver triste simplesmente me jogue lá embaixo.

Quando estiver feliz também me jogue lá embaixo.

Quando estiver bobo não tem pena e me empurre.

Então se afaste.

O lugar pode ser bonito, mas do lado de baixo.

Pode então me esquecer... Não tenha culpa, deixa que eu tenha por você.

E leve ela para minha morada eterna.

Quando estiver louco, uma camisa que me ensina a me abraçar e muitas drogas no seu achar- repleto de sorte - podem resolver. Mas por favor, se afaste.

(T.P)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Silêncio

Nuvens escuras passeiam em minha janela em meio a um fundo azul. Ainda temos a companhia do gigante esquentadinho. O tempo se encarregara de levá-lo para sua próxima visita de médico. A brisa que transita pelo recinto me agrada, e talvez ela fique para jantar. A única coisa que ainda me mantém na realidade que vivo é movido pelos sentidos da audição, me sinto quase que como um tuberculoso em fim de carreira. Um rádio grita uma canção lamentosa e vazia... Em meio a reclames desnecessários. Isso num lado, pois o outro me reserva do fundo das matas uma ave deslocada e enlouquecida. Em alguns momentos eu me pergunto qual o som que tem mais cultura... Deixo para as posteridades.

Sorver, sorver, sorver... Assim acalma minha sede.

Inquietações, não minhas, a conspiração sempre teima em se fazer presente. A perseguição não é evidente, um vidente entenderia. Nada de anormal, apenas para, pensa... Observar o lúdico de uma maneira tão eloqüente me faz melhor. Não se preocupem, todos estão vivendo. Perguntar o que é viver acho que é melhor botar no saco da relatividade e não se preocupar com isso. Parece ser o certo, continuo e a assimilação vai nas coxas... Se até o final não entender deixa para próxima. Descrendo da continuidade, bom... Rever conceitos sempre é uma boa pedida.

A lavadeira eletrônica dá seus estalos já tão corriqueiros... Em pensar que antigamente lavar roupa rendia um falatório só, diria que a modernidade nos deixa mais sucintos.

Anoiteceu, inundando por completo o meu inconsciente e mostrando que o corpo clama por descanso. Talvez consiga juntar algumas palavras ainda... Não sei se farão sentido futuramente.

(T.P)

Meu Olhar

Não sei se tem algo de errado com meu olhar, mas tudo se veste hoje de um belo tão contemplativo que me exatizia. Detalhes do tamanho das criaturas que vejo tornando-se como colossos de pura perfeição. Penso que talvez fosse uma visão artística precisa, porém quando vejo que até mesmo em meu próprio corpo esteja tatuado o belo sinto que talvez seja apenas um momento de falta de critica, de bom senso, algo não característico de um artista. E me perco nesse sem nexo e sinto quase que um afogar no meu próprio admirar.

Depois de certa hora começa se perceber a pura intenção, minhas ações se tornam claras e coerentes as vontades de meu inconsciente. A solidão não é apenas um castigo, uma pausa, nem mesmo um prazer, mas sim uma tomada de constatação de que em qualquer lugar é oportuno para se estar só.

Nesse ciclo de eras calculadas de forma que sempre tenhamos a certeza de que no final nos encontraremos, muitas vezes no mesmo lugar e com modificações ínfimas percebemos que precisar momentos traz-nos apenas uma comparação evolutiva. Parar para elas e suas devidas alterações nem sempre é uma regra. Difícil entender que alguém que num veloz gozo por viver tenha tempo para desfrutar da vista que o rodeia, mais ainda é crer repousar o apreciar no seu arredor a fim de provar o doce da vida sem senti-lo.

Torno-me inquieto e triste, não pela minha condição momentânea que poderia caracterizar-me como tal, mas por garantir em mim a satisfação do viver e comparar a outros transeuntes que passam um ciclo inteiro do ponto de partida até seu momento agonizante sem sentir ou até mesmo sem se da conta do que o é.

Silêncio... Minto, ouço o barulho das folhas lá fora, para ser mais preciso a poucos metros. Audição se aguça mais e pouco perceber-se bem distante o que parece ser uma musica com um som abafado, não entendo a letra, mas a melodia quase que se pode materializar-se, não conheço, não é de meu gosto. Vou até o meu pequeno amontoado de objetos circulares e busco um que imita a canção que será do meu agrado e quem sabe abafe a que no momento esta sendo estranha ao interior de minhas orelhas.

O Cd está arranhado... As poucas palavras que ouço me deixam bem.

(T.P)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Anexo Juntar: xxx

Xxx

Y

(Z<) Ontem tive uma conversa com Venus. Foi jogo rápido, ela queria saber qual seria o meu melhor desejo. Senti-me obrigado a perguntar se ela sabia o que era desejo. Por alguns instantes ela ficou a me fitar, senti logo de cara que ela pedia arrego para seu amigo Cronos e não deu outra, logo ele se fez presente. Mas nem assim foi uma tarefa fácil, pois ela precisava de informações, não deu dois tempos e o cel. de minerva estava tocando. Bêbada de sono, puta da cara pergunta quem é a criatura infeliz que tira ela do reino de Morfeu. Sem dar muita explicação Afrodite (para os íntimos) se pronuncia e indaga o que é desejo. A outra só de camisola diz com toda raiva e que usaria numa boa batalha com Áries: no momento o meu é de te matar sua baranga. A deusa olha para o seu característico espelho e com a ponta do dedo indicador puxa o canto do olho e daquele jeito ele fica, volta novamente ao telefone e num tom irônico fala: Amor! Deixemos nossos ciúmes de lado e vamos nos ater aquilo que é importante, eu. Responda minha pequena pergunta e depois volta a descansar, para beleza é ótimo.

Como se tivesse vomitado, a grande sabia guerreira da toda a descrição do signo em questão e desliga numa violência terrível com um barulho que poderia se comparar ao Raio de Zeus. E antes de se cobrir com a famosa colcha: tomar nota, inventar um livro que tenha explicações para palavras desconhecidas, pois não agüento mais isso!

ARTE

(T.P)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Manifesto

Já cantamos o amor, a paz, a alegria, a vida. E nem mesmo assim vocês nos ouviram.

A tristeza foi despejada de todas as formas e vocês nem ao menos deram bola. Pelo contrário, movidos pelo um ritmo empolgante seguiram suas vidas aos trancos e barrancos sem pensar, um minuto a penas, ou até mesmo quatro ou cinco...

Esforçamos-nos ao Máximo para passar a compreensão, desenhamos, pintamos, gesticulamos, contamos historias... Gritamos, pois talvez fosse um estado de sono de nossas emoções.

Nada...

A música não parou, os DJ’s fizeram questão de serem incansáveis.

Nossas meninas mostraram todos os seus encantos e quase perderam suas vidas, talvez cabelos tenham ficado pelo caminho... Bom, algumas vidas têm certeza que sim.

Viajamos o mundo para encontrá-los, alguns de nós fizemos dos erros passagens sem volta. Perdoem-nos, eles sabem o que fazem.

A cada beleza que submergia, havia uma incansável insatisfação a se mostrar.

Tudo era apreciável (com o tempero certo).

É tão difícil...

Estamos perdendo: voz, privacidade, dignidade, sonhos...

Como falamos deles...

O significado virou palavra e a palavra se desmanchou junto com as dores do mundo.

Não deixe que essa alma se extinga.

Na língua que for... For ever...

(T.P)

Trevor Portattori

Estou escrevendo agora sobre meu eu.
Até então não tinha noção de que poderia desabafar no mundo virtual. Apesar de minha pouca idade, tenho muita dificuldade com meios eletrônicos. Escrevo com total liberdade e espero que tenha a total compreensão de quem quiser me atentar.